Israel aprova cessar-fogo unilateral em Gaza

Hamas promete continuar lutando até que todas as tropas israelenses saiam de Gaza

Agências Internacionais,

17 de janeiro de 2009 | 18h56

O gabinete de segurança israelense aprovou neste sábado, 17, um cessar-fogo unilateral para interromper 22 dias de ofensiva na Faixa de Gaza, mas o grupo extremista Hamas, que controla o território, promete continuar lutando até que todas as tropas israelenses deixem a área. Durante todo o dia, até a reunião do gabinete, Israel continuou a bombardear Gaza. Os bombardeios terminarão às 2h da madrugada de domingo, hora local. Veja também:Para Israel, guerra em Gaza está entrando no 'ato final' Hamas abriu fogo de dentro de prédio da ONU, acusa premiêMinistro do Interior do Hamas foi morto, dizem israelensesInvasão já deixou US$ 1,4 bilhão em prejuízosConflito em Gaza vira guerrilha urbana Especial traz mapa com principais alvos em Gaza  Linha do tempo multimídia dos ataques em Gaza Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos  Veja imagens de Gaza após os ataques        Em declarações dadas imediatamente após a reunião, o primeiro-ministro Ehud Olmert disse que o Hamas "subestima a determinação de Isarel", e que o grupo "ainda não percebeu o quanto foi ferido". O chefe de governo disse ainda que a guerra de Israel "não é contra o povo de Gaza". Ele também acusou o governo iraniano de "buscar hegemonia na região", usando como instrumentos o Hamas e o grupo libanês Hezbollah. O gabinete aprovou um plano de cessar-fogo que manterá soldados de Israel posicionados no território "por alguns dias", segundo uma fonte. Olmert disse que as tropas partirão se o Hamas deixar de disparar foguetes contra cidades israelenses. Um porta-voz do Hamas disse que o simples cessar-fogo não basta. "O ocupante deve interromper seu fogo imediatamente e retirar-se nossa terra e suspender seu bloqueio e abrir todas as passagens, e nós não aceitaremos nenhum soldado sionista em nossa terra, não importa o quanto isso custe", disse Fawzi Barhoum. Mais de 1,1 mil palestinos foram mortos nas três semanas de violência, de acordo com palestinos e a ONU. Treze soldados de Israel perderam a vida. Israel lançou ataques aéreos contra a Faixa de Gaza em 27 de dezembro, e tropas terrestres seguiram uma semana mais tarde.  Sem um acordo com o Hamas, diplomatas dizem temer que Israel permita apenas a entrada de muito poucas mercadorias em Gaza, atrapalhando a reconstrução e criando mais dificuldades para o povo.

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