Israel aprova construções em assentamento na Cisjordânia

Cerca de 1.450 casas serão erguidas, contrariando pedidos dos EUA para paralisar expansão dos acampamentos

Efe,

29 de junho de 2009 | 10h18

O Ministério da Defesa de Israel aprovou a construção de 50 unidades de casas em um assentamento judaico na Cisjordânia, informam nesta segunda-feira, 29, meios de imprensa locais.

 

Trata-se da colônia de Geva Binyamin, onde se planejam construir um total de 1.450 casas, segundo a edição eletrônica do jornal "Yedioth Ahronoth", que destaca que a decisão da Defesa segue uma sentença do Tribunal Supremo israelense.

 

A decisão bate de frente com os repetidos apelos feitos pelo governo dos Estados Unidos a Israel para que este país suspenda toda atividade nos assentamentos judaicos em território ocupado e retome sem demora as conversas de paz com os palestinos.

 

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, assegurou que o País não autorizará a construção de novos assentamentos, mas sim defenderá as obras naqueles existentes apelando ao que denomina "crescimento natural" da população.

 

A aprovação das novas construções ocorre na véspera da viagem do ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, aos Estados Unidos para se reunir com o enviado especial para o Oriente Médio, George Mitchell.

 

Desde 1967, ano em que Israel ocupou os territórios palestinos, foram construídos 132 assentamentos reconhecidos pelo Ministério do Interior na Cisjordânia e Jerusalém Oriental, assim como um número similar de enclaves não reconhecidos pelas autoridades israelenses, segundo contabiliza a ONG B'Tselem.

 

Reação palestina

 

O chefe de negociação e assessor presidencial palestino Saeb Erekat reagiu em comunicado, no qual assegura que "Israel continua ignorando suas obrigações do Mapa de Caminho (que desde 2003 guia os esforços de paz) e desafiando as exigências internacionais para o fim de qualquer atividade nos assentamentos".

 

O ministro para Assuntos de Jerusalém da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Khatem Abdel Qadir, também condenou a medida, e afirmou que "esta política significa que não há nenhuma oportunidade para que Mahmoud Abbas - presidente palestino - e Netanyahu se sentem juntos na mesa de negociação".

 

Para os palestinos e a comunidade internacional todos os assentamentos construídos em território ocupado após a Guerra de 1967 são ilegais, e representam um sério obstáculo para a paz e a criação de um futuro Estado palestino.

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