Israel aprova convocação de reservistas para ofensiva em Gaza

Ofensiva que começou no sábado e matou ao menos 280 pessoas é considerada a mais sangrenta desde 1967

Reuters,

28 de dezembro de 2008 | 10h24

O governo de Israel aprovou neste domingo, 28, a convocação de 6.500 reservistas para uma eventual invasão militar de Gaza por terra, com o objetivo de apoiar os bombardeios aéreos que já deixaram 282 mortos. Esta ofensiva já é considerada a mais sangrenta desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967. De acordo com a imprensa local, o contingente será preparado para o combate. Uma operação similar ocorreu em junho de 2006, após a captura do soldado israelense Gilad Shalit por três milícias palestinas.   Veja também: Número de mortos por ataques de Israel em Gaza sobe para 282 Abbas: ataques podiam ser evitados; Olmert promete 'firmeza' ONU pede cessar fogo imediato de Israel na Faixa de Gaza Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos Ofensiva israelense deve sepultar esforço de paz Hamas pede nova Intifada contra Israel após ataques Itamaraty condena 'reação desproporcional' de Israel Veja imagens de Gaza após os ataques       Neste domingo, Olmert afirmou que seu governo vai agir "com sensatez, paciência e firmeza" até "alcançar os resultados desejados" no ataque massivo contra a Faixa de Gaza. Os ataques aéreos começaram no sábado, 27, e deixaram pelo menos 271 mortos e cerca de 900 feridos.   Em seu discurso de abertura no encontro semanal de ministros, Olmert reconheceu que a situação "não é fácil", segundo jornais locais. O premiê israelense também chegou a afirmar que a ofensiva militar na Faixa de Gaza vai durar o tempo "necessário".   Ofensiva terrestre   Além da ofensiva aérea, Israel pode lançar uma operação terrestre na Faixa de Gaza contra o Hamas. A informação partiu do ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak. "Estamos prontos para tudo", disse Barak, segundo seu porta-voz. "Se for necessário empregar forças terrestres para defender nossos cidadãos, nós o faremos", declarou.   De acordo com a televisão israelense, o exército começou a concentrar forças terrestres próximo aos pequenos enclaves palestinos. O Conselho de Segurança das Nações Unidas discutiu no começo deste domingo um comunicado não impositivo em defesa de um imediato cessar-fogo, exigindo a suspensão dos ataques aéreos de Israel e o fim dos lançamentos de mísseis por parte dos palestinos.   A declaração, apresentada pela Rússia e amplamente apoiada pelo grupo árabe das Nações Unidas, manifesta "séria preocupação com a escalada da situação" em Gaza e pede que Israel "suspenda suas operações militares" na região.   O documento exige também a "cessação imediata dos ataques de mísseis sobre o território israelense a partir de Gaza" e a "abertura imediata da fronteira de Gaza para o acesso irrestrito da ajuda humanitária". Israel impôs um bloqueio à Faixa de Gaza depois que o Hamas assumiu o controle do território, no ano passado.

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