Israel aprova corte de eletricidade na Faixa de Gaza

Governo dá autorização para sanções no abastecimento de luz e combustíveis; medida afeta 1,5 milhão

Efe,

25 de outubro de 2007 | 13h39

O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, aprovou nesta quinta-feira, 25, o plano previsto pelo governo para cortar o fornecimento de energia elétrica e combustíveis à Faixa de Gaza, segundo informações oficiais.   A medida, que não se sabe quando entrará em vigor, é uma represália por conta do lançamento de foguetes artesanais Qassam de Gaza contra o sul de Israel.   A aprovação de Barak era o último trâmite para que o plano pudesse ser executado, depois que o governo israelense declarou em setembro a Faixa de Gaza - sob controle do Hamas - como "uma entidade hostil".   O plano inclui a suspensão em intervalos do fluido elétrico com o qual Israel abastece a Faixa de Gaza, conforme se intensifique o lançamento de foguetes Qassam, que eventualmente provocam danos materiais, mas com pouca freqüência deixam vítimas.   A adoção do plano foi criticada por grupos de defesa dos direitos humanos, que a consideram um "castigo coletivo". Essas mesmas organizações denunciaram que a decisão agravará a situação humanitária de 1,5 milhão de habitantes da Faixa de Gaza, que sofrem com falta de abastecimento de produtos básicos desde que o Hamas tomou o poder no território, em junho.   Segundo um porta-voz do Hamas em Gaza, medidas restritivas deverias ser descartadas. "As leis internacionais exigem que as forças de ocupação cuidem das necessidades da população". "Explorar as necessidades humanas para chantagear o nosso povo nunca nos enfraquecerá", disse o representante da facção islâmica.   O líder do Fatah e presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, também criticou o plano de Israel. "Esta decisão é uma punição coletiva contra o nosso povo em Gaza".   As Nações Unidas alertaram anteriormente que o país não deveria afetar a população civil em Gaza cortando o fornecimento de suprimentos e serviços vitais.

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