Israel aprova libertação de 200 prisioneiros palestinos

Governo israelense não confirma data para soltura; pelo menos 11 mil palestinos permanecem detidos

Associated Press e Efe,

17 de agosto de 2008 | 10h07

O governo de Israel aprovou neste domingo, 17, a libertação de 200 prisioneiros palestinos, em um gesto de boa vontade ao presidente da Autoridade Nacional palestina, palestino. A proposta passou pelo gabinete do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, por 16 votos contra 4.   No início do mês, Olmert disse a Abbas que iria libertar parte dos 11 mil palestinos detidos por Israel para ajudar na evolução das conversações de paz. As autoridades de segurança de Israel ainda precisam aprovar a lista de prisioneiros que ganhará a liberdade a partir da decisão anunciada neste domingo. Mas oficiais do gabinete disseram que a lista possivelmente irá incluir dois palestinos envolvidos em um ataque mortal contra israelenses. Um oficial disse que a Justiça acredita que os dois homens, condenados por ataques que ocorreram no final dos anos 1970, dificilmente voltarão a praticar atos de violência.   "Trata-se de um gesto e de uma passagem para reconstruir a confiança, uma tentativa para fortalecer os moderados na ANP e o processo de paz", disseram fontes do escritório do primeiro-ministro israelense a meios de imprensa locais.   A questão dos prisioneiros é extremamente emocional para os palestinos, visto que muitos conhecem alguém que está encarcerado ou já passaram pelas prisões israelenses. Os palestinos consideram o sistema jurídico de Israel injusto e têm elevado os prisioneiros a condição de heróis. Abbas, conhecido como Abu Mazen, tem clamado por uma libertação em grande escala. "Isso é um gesto para Abu Mazen e o povo palestino pela proximidade do mês do Ramadan", disse Olmert ao gabinete, de acordo com uma fonte que participou do encontro.   Na Faixa de Gaza, o primeiro-ministro palestino Salam Fayyad recebeu bem o notícia, mas disse que Israel deveria libertar um número ainda maior de prisioneiros. "Nós saudamos a libertação de qualquer prisioneiro palestino. Isso é considerado uma vitória para os palestinos", declarou à Associated Press durante uma visita ao vilarejo de Tubas, no norte. "Nós pedimos que os israelenses mudem as condições para a liberação de prisioneiros e pedimos pela libertação de todos, sem exceção".   A posição oficial de Israel é a de que palestinos envolvidos em ataques fatais não podem ser libertados. No entanto, o governo tem aberto exceções recentemente, como no caso da libertação no mês passado de um prisioneiro libanês condenado pela morte de três israelenses. Nesse caso, a decisão foi resultado das negociações com o Hezbollah.

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