Israel aprova troca de prisioneiros com o Hezbollah

No acordo, dois soldados israelenses em posse da guerrilha libanesa, dados como mortos, serão devolvidos

DAN WILLIAMS, REUTERS

29 de junho de 2008 | 11h34

O primeiro ministro israelense Ehud Olmert obteve o consentimento de seu gabinete neste domingo para uma troca de prisioneiros com o Hezbollah, na qual dois soldados israelenses em posse da guerrilha libanesa, dados como mortos, serão devolvidos. A captura dos soldados Ehud Goldwasser e Eldad Regev em uma emboscada na fronteira israelense em julho de 2006 detonou uma guerra de um mês no Líbano. Na ocasião, Olmert descartou conversações para obter seu retorno, mas voltou atrás e negociou por meio de um mediador alemão indicado pela ONU. Fontes políticas disseram que a maioria dos ministros que compareceram ao encontro semanal do gabinete aprovou a troca, na qual Israel libertaria cinco militantes libaneses presos e repatriaria os restos mortais de outros dez militantes. "Este é um assunto da mais alta ordem moral", disse Olmert em um pronunciamento televisionado antes do debate. Ele declarou ter "hesitado profundamente" sobre o acordo depois de ouvir argumentos de que Israel deveria devolver somente os corpos ao Hezbollah se seus soldados estivessem mortos. Em Beirute, uma fonte política libanesa disse que o acordo pode ocorrer "dentro de poucos dias." No topo da lista de solturas de Israel está Samir Qantar, que cumpre pena de prisão perpétua por causa de um ataque em 1979 e que foi descrito pelo governo Olmert como "a última oportunidade de barganha" para o retorno do oficial da força aérea Ron Arad. O Hezbollah falou pouco sobre as conversações indiretas. Manchas de sangue e destroços no local do ataque do Hezbollah, durante o qual Goldwasser e Regev foram levados para o Líbano, levaram autoridades israelenses a concluir que um ou ambos os cativos não sobreviveram. Oito soldados morreram na ocasião. O Hezbollah não deu detalhes das condições dos seqüestrados.

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