Israel aprova troca de prisioneiros com o Hezbollah

Governo israelense transferirá 5 presos libaneses vivos em troca de 2 soldados que são considerados mortos

Efe,

15 de julho de 2008 | 10h34

O governo israelense aprovou nesta terça-feira, 15, a troca de prisioneiros com a milícia xiita libanesa do Hezbollah, prevista para acontecer no início de quarta. Só três ministros foram contra a troca, pela qual Israel transferirá cinco presos libaneses vivos: quatro prisioneiros de guerra e o libanês Samir Kuntar, que cumpre pena por vários assassinatos, informou a imprensa local. Em troca, o Hezbollah devolverá Ehud Goldwasser e Eldad Regev, os dois soldados israelenses cuja captura foi origem do conflito em meados de 2006 em território libanês e que Israel considera que estão mortos. Na quarta-feira, o serviço israelense de prisões transferirá os presos à fronteira norte do país, onde a Cruz Vermelha será a intermediária na troca. Os presos libaneses só serão libertados após a equipe de identificação do Exército verificar que os soldados ou seus restos mortais são os militares Goldwasser e Regev. Se a identificação não puder ser feita "in loco", os corpos seriam levados a outro local de Israel para um exame de DNA, já que, segundo informaram à Agência Efe fontes oficiais, "em outras ocasiões nos deram restos que não eram de nossos soldados". Israel também devolverá ao Líbano os restos mortais de 190 milicianos do Hezbollah e de outros libaneses que morreram em diversas circunstâncias enquanto cruzavam a fronteira. Também fará entrega à Autoridade Nacional Palestina (ANP) de milicianos de diversas organizações palestinas mortos nas últimas décadas. Em uma primeira fase, o Hezbollah entregou a Israel uma investigação sobre o paradeiro de Ron Arad, piloto israelense derrubado sobre o Líbano em 1986 e que desapareceu vários anos depois, ao ser levado de um lugar para outro pelo grupo armado que o mantinha refém. O acordo com a milícia xiita também exige que Israel entregue os resultados de uma investigação sobre o desaparecimento de três diplomatas iranianos e de seu motorista durante a guerra contra o Líbano entre 1982 e 1985.

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