Israel autoriza construção de 112 novos apartamentos

Decisão ocorre às vésperas da retomada de negociações de paz com palestinos, apesar de paralisação

Associated Press,

08 de março de 2010 | 08h43

O governo de Israel autorizou a construção de 112 novos apartamentos no território ocupado da Palestina, mesmo com o decreto do país de novembro passado que paralisa a expansão dos assentamentos na região. A notícia foi confirma nesta segunda-feira, 8, pelo ministério da Defesa.

 

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O ministro da Defesa, Ehud Barak, disse que a construção das novas casas, no assentamento de Beitar Illit, é necessária para a segurança do local. Em novembro, o governo declarou um congelamento de 10 meses sobre a expansão dos assentamentos, o que deveria impedir que novas moradias fossem construídas além as 3 mil que já haviam sido iniciadas. Israel deixou claro que exceções como a atual poderiam ser feitas.

 

O ministro do Meio Ambiente, Gilad Erdan, disse que o projeto no assentamento Beitar Illit, perto de Belém, era uma exceção ao congelamento parcial da expansão no assentamento, anunciado em novembro.

"No fim do ano passado, o governo decidiu congelar a construção, mas essa norma que prevê exceções em casos de problemas de segurança para projetos de infraestrutura é anterior ao congelamento", afirmou Erdan. "Este é o caso em Beitar Illit", afirmou o ministro à rádio do Exército.

 

A organização antiassentamentos Paz Agora criticou a decisão e disse que o governo está demonstrando "que não tem intenções genuínas de avançar no processo de paz" com os palestinos.

 

A confirmação as novas construções ocorre um dia depois de os palestinos relutantemente concordarem em voltar às negociações indiretas com Israel depois de uma paralisação de 14 meses.

 

Recentemente, a Liga Árabe aprovou o pedido palestino para poder voltar às negociações de paz com Israel sob mediação dos EUA. O vice-presidente americano, Joe Biden, e o enviado especial do país para o Oriente Médio, George Mitchell, se encontrariam com autoridades de ambas as partes nesta semana para dar início à nova rodada de negociações, que deve durar quatro meses.

 

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, afirmou que só voltaria às negociações se Israel decretasse a paralisação completa da construção de novas casas no território ocupado na guerra de 1969. Outro ponto crucial no diálogo é Jerusalém Oriental, área reivindicada por ambas as partes.

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