Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE

Israel avança nas áreas urbanas de Gaza e usa reservistas

Durante o final da noite de domingo, aviação bombardeou locais que seriam depósitos de armas do Hamas

Agências internacionais,

12 de janeiro de 2009 | 06h22

A aviação israelense bombardeou pelo menos doze alvos durante o final da noite de domingo e na madrugada desta segunda-feira, no 17º dia da ofensiva militar na Faixa de Gaza. Pela terceira noite consecutiva, nenhum foguete foi lançado do território palestino para o sul de Israel, informou o Exército israelense. O número de mortos aumentou para 901 e o de feridos para 3.695.   Veja também: Guerra de Gaza custa US$ 130 milhões aos cofres de Israel Ofensiva deve continuar até atingir objetivo, diz Olmert Embaixador brasileiro no Egito fala da negociação entre Hamas e Egito  Correspondente do 'Estado' fala sobre o conflito  Especial traz mapa com principais alvos em Gaza  Linha do tempo multimídia dos ataques em Gaza  Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel  Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos  Veja imagens de Gaza após os ataques       Segundo um porta-voz militar, os alvos foram depósitos de armas nas casas de ativistas do Hamas e túneis de contrabando.   Antes do amanhecer desta segunda-feira, ao menos um miliciano morreu em um bombardeio israelense no norte de Gaza, disseram fontes médicas.   Com reforço de milhares de reservistas, as forças israelenses avançaram no domingo em direção à Cidade de Gaza, área mais populosa da Faixa de Gaza, e enfrentaram forte resistência do grupo islâmico Hamas, nos mais duros combates desde a eclosão da ofensiva. Apesar de não ter sido anunciada oficialmente, essa pode ser a terceira fase da guerra israelense contra o Hamas - confrontos diretos em zonas urbanas -, que começou com bombardeios aéreos no dia 27, seguidos de invasão terrestre, no dia 3.   Exército de Israel informou que a zona residencial da Cidade de Gaza está cheia de bombas caseiras e armadilhas, incluindo manequins colocados na entrada de apartamentos, simulando militantes islâmicos, preparados para explodir assim que os soldados se aproximam.   Ao mesmo tempo em que intensificava a ofensiva na Faixa de Gaza, o premiê de Israel, Ehud Olmert, declarou a seu gabinete que o Exército está próximo de atingir seus objetivos, mas que as operações prosseguirão. Ele também disse que, por enquanto, o país não atenderá aos pedidos internacional por um cessar-fogo, incluindo o do Conselho de Segurança da ONU.   O Hamas, de acordo com reportagem do The New York Times, preparou o terreno nos últimos dois anos para combater os israelenses na Faixa de Gaza. O grupo se movimenta em túneis, esconde armas em mesquitas, escolas e casas. O jornal diz também que membros da organização se vestem como civis e se misturam à população. Israel acusou líderes do Hamas de estarem escondidos em missões diplomáticas e até em um bunker sob um hospital.   A guerra de Gaza custa cerca de US$ 8 milhões por dia aos cofres de Israel. Em pouco mais de duas semanas, as despesas chegam a US$ 130 milhões. E esse é apenas o preço das operações militares - sem contar as perdas indiretas, representadas pela interrupção da produção industrial, a redução da atividade do comércio e o colapso no turismo ou o aumento da inflação e do desemprego.   Colaboraram Gustavo Chacra e Roberto Godoy, de O Estado de S.Paulo

Tudo o que sabemos sobre:
Cidade de GazaataquesGazaIsrael

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.