Israel bombardeia Gaza; facções palestinas aceitam trégua

Ataque aéreo atinge o sul do território palestino horas após grupos concordarem pacto de cessar-fogo

Agência Estado e Associated Press,

30 de abril de 2008 | 13h26

Uma pessoa morreu e três ficaram feridas quando um helicóptero israelense invadiu nesta quarta-feira, 30, o espaço aéreo da Faixa de Gaza e disparou mísseis contra o sul do território palestino litorâneo, disseram autoridades locais. O bombardeio ocorreu apenas algumas horas depois de 12 facções armadas palestinas terem aceitado em princípio uma proposta de cessar-fogo com Israel mediada pelo governo do Egito   Veja também:   Exército não sabia que disparava contra equipe de TV, diz Israel   A Jihad Islâmica anunciou que a pessoa morta era um comandante local do grupo. Uma mulher de 51 anos foi internada em estado de choque depois que um dos mísseis lançados caiu em seu quintal, disseram médicos palestinos. Uma fonte no Exército de Israel confirmou que helicópteros dispararam cinco mísseis contra uma oficina Rafah, no extremo sul de Gaza nesta quarta-feira.   Pouco antes do ataque, o primeiro-ministro do Hamas em Gaza, Ismail Haniye, afirmou que "a bola está no campo de Israel agora". Moradores disseram que o alvo do ataque foi uma pequena metalúrgica perto da fronteira com o Egito. Esses locais são às vezes utilizados por rebeldes palestinos para produzir foguetes Rústicos.   Trégua   Pequenas facções palestinas aceitaram em princípio nesta quarta-feira uma proposta de cessar-fogo com Israel, mas mostravam-se receosas quanto aos detalhes do acordo mediado pelo Egito, disseram dois funcionários palestinos envolvidos nas negociações. Doze grupos, entre eles a Jihad Islâmica e os Comitês de Resistência Popular, endossaram a idéia de cessar-fogo depois de uma série de reuniões no Cairo com Omar Suleiman, o influente diretor dos serviços secretos egípcios.   O Egito vem tentando mediar um acordo de cessar-fogo que inclua uma trégua de seis meses entre Israel e os rebeldes palestinos radicados na Faixa de Gaza, uma troca de prisioneiros e a abertura dos entroncamentos de fronteira com o território litorâneo.   Anwar Raja, da Frente Popular de Libertação da Palestina-Comando Geral (FPLP-CG), disse que as facções aceitam a idéia de uma trégua, mas a consideram "cercada de perigos". O governo egípcio confirma o acordo em torno da proposta de cessar-fogo, mas não menciona ressalvas ou preocupações com detalhes do pacto, informa a agência estatal de notícias Mena. As negociações não incluem o grupo islâmico Hamas, que controla Gaza, nem a facção laica Fatah, que detém a Cisjordânia.

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