Israel bombardeia Gaza; palestinos mantêm ataque de foguetes

Disparos promovidos pelo Hamas ferem três menores e derrubam o sistema de eletricidade da cidade de Sderot

Agência Estado e Associated Press,

06 de fevereiro de 2008 | 13h31

A aviação israelense voltou a bombardear nesta quarta-feira, 6, a Faixa de Gaza e o governo do país prometeu manter a pressão sobre o território palestino litorâneo até que o grupo islâmico Hamas contenha a violência. Os alvos foram militantes palestinos que há meses disparam foguetes na direção de Israel. Houve disparos contra comunidades israelenses próximas da fronteira na terça-feira e nas primeiras horas desta quarta.   Em Gaza, parlamentares suspenderam uma sessão do Parlamento local, dominado pelo Hamas, por temerem um bombardeio israelense. Na terça, um influente deputado israelense conclamou o governo a assassinar os líderes políticos do grupo islâmico.   Disparos de foguetes efetuados por militantes palestinos feriram duas crianças em idade pré-escolar e uma menina de 14 anos, e derrubaram o sistema de distribuição de energia para parte da cidade de Sderot, alvo constante dos rústicos foguetes palestinos. Militantes radicados em Gaza disseram que Israel respondeu com diversos bombardeios noturnos, mas o Exército israelense confirmou somente um ataque contra milicianos que haviam acabado de disparar foguetes. O Hamas informou que quatro combatentes filiados ao braço armado do grupo sofreram ferimentos "moderados" nos ataques israelenses.   Israel prometeu manter os ataques. "Precisamos entender que há uma guerra no sul", disse o vice-primeiro-ministro Haim Ramon à Rádio Israel. "A guerra contra o Hamas tem de ser travada em todas as frentes." Segundo ele, Israel continuará fazendo uso da "arma econômica" contra a Faixa de Gaza.   Israel bloqueou praticamente todo o fluxo de alimentos, medicamentos e combustível para dentro de Gaza há três semanas, depois que o Hamas respondeu com disparos de foguetes a uma operação militar israelense que provocou a morte de 19 palestinos em Gaza.   Na terça-feira, o Hamas assumiu a autoria de um ataque suicida perpetrado na segunda contra a cidade israelense de Dimona. O primeiro ataque suicida reivindicado pelo grupo em três anos provocou a morte de uma mulher e expôs ainda mais a gravidade da situação.   Nesta quarta, o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, denunciou os ataques do Hamas, mas também conclamou Israel a suspender o bloqueio a Gaza. O governo israelense insiste que os rebeldes palestinos suspendam a violência antes da implementação de um eventual acordo de paz, mas Abbas perdeu Gaza para o Hamas em junho do ano passado.   Com o isolamento de Gaza, militantes derrubaram blocos de um muro na fronteira com o Egito, permitindo que milhares de pessoas saíssem de Gaza para comprar suprimentos no país vizinho. Depois de 12 dias de anarquia, as forças egípcias finalmente conseguiram selar a fronteira no domingo.   Nesta quarta, líderes israelenses aprovaram a fortificação da fronteira com o Egito. A proposta circulava havia anos, mas vinha sendo rejeitada por causa do alto custo. De acordo com o projeto aprovado, o planejamento deve começar imediatamente, mas não está claro de onde sairá o dinheiro nem quando a construção começará.

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