Israel busca diálogo com Rússia e China contra o Irã

Governo tenta convencer países a aprovar a adoção de novas sanções contra programa nuclear de Teerã

Agências internacionais,

18 de outubro de 2007 | 10h24

Numa tentativa de defesa contra o Irã e o seu programa nuclear, representantes israelenses buscam nesta quinta-feira, 18, o diálogo com os principais defensores de Teerã. O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, viajou nesta manhã para Moscou onde pretende se reunir com o presidente russo, Vladimir Putin, e a chanceler de Israel, Tzipi Livni, irá para a China para tentar negociar a imposição de novas sanções ao Irã. Segundo os jornais israelenses, a visita de Olmert faz parte dos esforços diplomáticos de Israel para conter o programa nuclear do Irã e fazem com que a ONU imponha novas sanções ao regime de Teerã, cujo presidente, Mahmoud Ahmadinejad, declarou em várias ocasiões que "Israel deve ser riscado do mapa". O premiê ainda deve discutir sobre as negociações de paz entre israelenses e palestinos. Na quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, utilizou a ameaça do Irã de destruir Israel e os freqüentes ataques ao governo israelense como exemplo para justificar o fim do programa nuclear iraniano, alertando ainda para o risco de uma terceira guerra mundial. Os governos de Pequim e Moscou têm poder de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas e podem votar contra a adoção de novas medidas restritivas a Teerã.  A visita "relâmpago" de Olmert acontece depois da viagem de Putin ao Irã esta semana, onde se reuniu com Ahmadinejad, defendeu o direito de todos os países a desenvolverem um programa nuclear com fins pacíficos e criticou a política dos Estados Unidos no Oriente Médio e na Ásia Central. Israel, que considera o Irã uma ameaça para a segurança regional e mundial, pediu várias vezes à Rússia que suspenda sua colaboração militar com o regime islâmico iraniano. Moscou teria uma suposta influência sobre Teerã em seu impasse nuclear com o Ocidente. A ministra de Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni, deve chegar em território chinês no sábado e tem a missão de persuadir Pequim para que o governo aceite intensificar as sanções ao governo iraniano. Na quarta-feira, a chanceler manifestou durante uma entrevista coletiva com a secretária de Estado americano, Condoleezza Rice, que espera que o Conselho da ONU aprove uma terceira rodada de medidas restritivas contra o Irã.

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