Israel começa a libertar 230 prisioneiros palestinos

País classifica a medida de um gesto de boa vontade com o presidente da Autoridade Palestina

REUTERS

15 de dezembro de 2008 | 07h58

Israel começou a liberar cerca de 230 prisioneiros palestinos nesta segunda-feira, quase uma semana depois do planejado. O Estado judeu classifica a medida de um gesto de boa vontade para o presidente palestino, Mahmoud Abbas.   "Esperamos que estas liberações sejam vistas como una medida importante para construir confiança nas negociações (de paz)", disse Mark Regev, porta-voz do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert.   Os prisioneiros que serão libertados são apenas parte dos 11 mil palestinos detidos por Israel. A  libertação deles deveria ter ocorrido na semana passada, durante o feriado muçulmano de Eid al-Adha.   Autoridades israelenses disseram que os palestinos pediram o atraso por conta de questões logísticas. Abbas estava participando da peregrinação do haj, em Meca, na Arábia Saudita.   Autoridades palestinas negaram o pedido de adiamento e disseram que ele ocorreu por conta dos procedimentos legais israelenses.   A libertação ainda estava atrasada nas primeiras horas da segunda-feira por conta de audiências na suprema corte de Israel, movidas por entidades israelenses de defesa dos direitos humanos, que geralmente se opõem a libertação de prisioneiros palestinos.   No mês passado, Israel anunciou que libertaria 250 prisioneiros, mas a lista final veio com somente 227 nomes e ainda não estava claro quantos deles serão libertados.   A maioria dos prisioneiros a serem libertados deve ser enviada à Cisjordânia ocupada, sede do governo de Abbas. Dez deles devem ir para a Faixa de Gaza, cujo controle foi tomado pelo grupo de militantes islâmicos Hamas em junho de 2007 após confronto com forças do grupo secular Fatah, leais a Abbas.

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