Israel começa a libertar prisioneiros palestinos

Israel libertou dezenas de prisioneiros palestinos nesta sexta-feira, como parte de um acordo que tem apoio dos Estados Unidos para ajudar o presidente palestino, Mahmoud Abbas, depois que o grupo islâmico Hamas tomou o poder na Faixa de Gaza. Alguns dos cerca de 250 prisioneiros, a maioria integrantes da facção secular Fatah, de Abbas, beijaram o chão quando foram retiradas suas algemas em um posto militar israelense perto da cidade de Ramallah, na Cisjordânia. Depois, foram transferidos de ônibus israelenses para palestinos e levados a uma cerimônia no complexo presidencial de Abbas. Muitos prisioneiros carregavam bandeiras palestinas durante a viagem a partir da prisão de Kitsiyot, no sul de Israel. Eles devem se encontrar com as famílias em breve. O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, descreveu sua decisão de libertar 256 prisioneiros de baixo risco à segurança como gesto de boa vontade para incentivar o novo governo de Abbas. Um porta-voz do Serviço de Prisões de Israel disse que os prisioneiros libertados tinham ainda pelo menos um ano de pena a cumprir. Olmert afirmou que não libertará prisioneiros "com sangue nas mãos". Mais de 10 mil palestinos ainda estão em prisões israelenses. Além da libertação dos presos, Israel concordou em deixar de perseguir dezenas de militantes leais à Fatah, como as Brigadas de Mártires de Al Aqsa, em troca de promessas de que entregarão as armas e passarão a fazer parte das forças de segurança formais.

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