Israel conclui libertação de grupo de presos palestinos

Exército abre fogo contra familiares de detidos e fere pelo menos duas pessoas no estreito de Erez

Associated Press e Agência Estado,

02 de outubro de 2007 | 10h56

Israel concluiu o acordo estabelecido com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmud Abbas, e libertou nesta terça-feira, 2, 29 prisioneiros palestinos mantidos pelo país para o Ramadã (mês sagrado muçulmano). A ação é vista como uma gentileza para fortalecer o líder palestino antes da conferência de paz patrocinada pelos Estados Unidos, que acontece em novembro. Ao cruzar o entroncamento de Erez e entrarem em Gaza, os prisioneiros recém-libertados foram recebidos por uma multidão de amigos e familiares emocionados. Soldados israelenses abriram fogo quando familiares emocionados dos antigos detentos correram em direção ao entroncamento, disseram testemunhas. Duas pessoas ficaram feridas. O Exército alegou que um grupo grande de pessoas aproximou-se do posto militar do entroncamento e os soldados atiram, primeiro para o alto e depois na direção das pernas das pessoas. Os prisioneiros levados até Gaza tiveram a libertação adiada por um dia. O atraso na libertação ocorreu porque um alto comandante do Exército manifestou reservas quanto à medida. Quando a libertação terminou, familiares abraçaram seus entes queridos e depois os carregaram nos ombros. No primeiro estágio de libertação, Israel soltou 57 palestinos na segunda-feira, levando-os de volta à Cisjordânia. Nenhum dos 86 palestinos soltos entre segunda e terça-feira estavam presos por ataques a israelenses.   A maior parte dos prisioneiros libertados militava no Fatah, facção laica de Abbas. O grupo foi derrotado militarmente pelo Hamas em Gaza em junho último, perdendo o controle do território para o grupo islâmico.

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