Israel condiciona trégua com Hamas à libertação de soldado

Premiê israelense diz que libertação de Gilad Shalit, preso em Gaza há 2 anos, é parte da resolução da situação

Efe,

12 de maio de 2008 | 16h57

O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, disse nesta segunda-feira, 12, que o acordo de trégua com o movimento islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza, está condicionado à libertação do soldado israelense Gilad Shalit, seqüestrado há dois anos neste território. "A libertação prévia de Gilad Shalit faz parte da resolução da situação na Faixa de Gaza", disse Olmert após se reunir com o chefe do serviço de inteligência do Egito, Omar Suleiman.   Veja também: Israelense morre após ter casa atingida por míssil palestino Israel mata 5 supostos milicianos do Hamas Civil israelense morre em ataque na fronteira com Gaza   Suleiman apresentou para Israel uma proposta de trégua negociada pelo Cairo com o Hamas e outras facções armadas de Gaza. Segundo o jornal israelense "Yedioth Ahronoth", a outra condição exigida por Israel para se chegar a um cessar-fogo em Gaza é que o Hamas e outras facções deixem de se armar e se fortalecer.   A ministra de Assuntos Exteriores de Israel, Tzipi Livni, também se reuniu nesta segunda com Suleiman e pediu ao chefe do serviço de inteligência que mencione o assunto da libertação de Shalit nas conversas sobre o cessar-fogo.   Durante sua visita a Jerusalém, Suleiman também se reuniu com o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, e com o titular de Indústria, Comércio e Trabalho, Eli Yishai, que expressou seu desejo de se reunir com representantes do Hamas para negociar a libertação do soldado.   Gilad Shalit foi capturado em 25 de junho de 2006 em um posto fronteiriço de Gaza por membros do Hamas.   Após a última conversa que aconteceu no Cairo no mês passado, o Hamas ofereceu um cessar-fogo de seis meses em Gaza caso Israel levante o bloqueio que mantém ao território palestino e permita que seja aberto o posto de fronteira de Rafah, porém não mencionou em sua proposta a libertação do soldado.   O porta-voz do Hamas em Gaza, Aiman Taha, declarou nesta segunda-feira à Agência Efe que "Israel deve aceitar a proposta de trégua que for feita ao Egito". Segundo ele, caso Israel não aceite, o Hamas estará "preparado para qualquer opção."   Fontes diplomáticas citadas pela imprensa local advertem, no entanto, que é pouco provável que Israel aceite a iniciativa de trégua com as condições colocadas.

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