Israel confirma acordo de trégua em Gaza com Hamas

Estado judeu aceita cessar-fogo mediado pelo Egito, mas se mostra cético em trégua com todas as facções

Reuters,

18 de junho de 2008 | 08h14

Israel informou nesta quarta-feira,  18, que aceitou uma trégua com o grupo islâmico Hamas na Faixa de Gaza intermediada pelo Egito. O Estado judeu, no entanto, mostrou-se cético com a possibilidade de manutenção do cessar-fogo com todas as facções palestinas. Amos Gilad, autoridade do primeiro escalão da Defesa israelense, disse após retornar das negociações em Cairo que "um entendimento" foi alcançado. O Egito e o Hamas disseram que o cessar-fogo entraria em vigor à meia-noite de quinta.   Veja também: Após anunciar trégua, Israel promete aliviar restrições em Gaza Israel quer iniciar conversas de paz diretas com o Líbano Gilad disse que Israel está preparado para dar uma chance ao cessar-fogo, ao mesmo tempo que mantém as preparações para uma ação militar caso a trégua fracasse. O cessar-fogo tem o objetivo de pôr fim aos frequentes ataques com foguetes e morteiros vindos da região costeira contra Israel, assim como as investidas militares e ataques aéreos do Estado judeu nesse território. Segundo autoridades israelenses e palestinas, o acordo de trégua inclui o compromisso de Israel de amenizar gradual e parcialmente o bloqueio imposto à Faixa de Gaza há um ano, quando o Hamas assumiu o controle da região. "Todos sabem da situação em Gaza, cujos 1,5 milhão de habitantes vivem na miséria absoluta", disse o primeiro-ministro palestino Salam Fayyad. "Nossa esperança é que (o cessar-fogo) leve à melhora dessas condições." O cessar-fogo também pode dar ao Hamas a oportunidade de atualizar seu armamento, treinar combatentes e aumentar a popularidade do grupo entre os palestinos, com a liberação de entradas e saídas pela fronteira de Gaza.       O ministro israelense do Interior, Meir Sheetrit, que também é membro do gabinete de segurança do país, disse estar "bastante cético" com relação à capacidade do Hamas de fazer valer o cessar-fogo entre os grupos militantes. "A idéia é um cessar-fogo completo, nenhum ataque de nenhum dos lados. Se houver alguma violação do acordo, o governo estará livre para agir com força total", destacou.

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