Israel considera 'inaceitável' relatório da AIEA sobre o Irã

Documento diz que Teerã coopera com as investigações, embora não interrompa enriquecimento de urânio

Agências internacionais,

16 de novembro de 2007 | 13h20

Israel considerou nesta sexta-feira, 16, "inaceitável" o último relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) constatando que o Irã se mostra mais transparente sobre seu programa nuclear, mas continua enriquecendo urânio.   "O relatório é inaceitável", disse o ministro de Assuntos Estratégicos de Israel, Avigdor Lieberman, em declarações ao Jerusalem Post que o jornal divulga nesta sexta em sua versão na internet.   O ministro israelense considera que o documento "prova" que o diretor dessa agência das Nações Unidas, o egípcio Mohamed ElBaradei, "tomou partido a favor da postura iraniana".   O ministro dos Transportes de Israel, Shaul Mofaz, aproveitou a ocasião para pedir a renúncia de ElBaradei, por estimar que está agindo com fraqueza diante dos planos nucleares iranianos.   "A política de ElBaradei coloca em risco a paz mundial", disse Mofaz, enquanto o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, afirmou que não era possível considerar que o diretor da AIEA fosse "um inimigo de Israel, mas, claro, não é um aliado".   A divulgação do relatório nesta quinta-feira coincidiu com declarações de fontes israelenses não identificadas, que advertiram de que Israel já encomendou a um grupo de especialistas um estudo sobre o horizonte que se abriria caso o Irã tenha acesso às armas atômicas.   O regime de Teerã sustenta que seu programa nuclear tem fins pacíficos, mas o Estado judeu exige que o Irã o abandone e apóia a postura dos EUA para que o Conselho de Segurança da ONU adote novas sanções, já que os iranianos continuam com o enriquecimento de urânio.   O relatório da AIEA servirá de base para as decisões que serão tomadas pelos membros permanentes do Conselho de Segurança (EUA, China, Rússia, França e Grã-Bretanha) e a Alemanha em reunião na segunda-feira em Bruxelas.

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