Israel construirá 500 novos assentamentos antes de paralisação

Governo afirma que americanos sabem da aprovação; Netanyahu quer resolver a questão ainda nessa semana

Reuters,

06 de setembro de 2009 | 16h56

O governo de Israel vai aprovar a construção de até 500 novas casas na área ocupada nos próximos dias antes que acate aos pedidos de paralisação da expansão de assentamentos dos EUA, disse neste domingo, 6, um funcionário do Ministério da Defesa do país. "A aprovação será feita nos próximos dias para a construção de 450 a 500 unidades e os americanos sabem disso", disse o funcionário, que não quis se identificar.

 

Na última semana, um assessor do premiê israelense, Benjamin Netanyahu, revelou a intenção do governo em autorizar novas construções antes de considerar a proposta americana. "O primeiro-ministro disse que vai decidir nos próximos dias sobre a construção de centenas de novas casas por conta do problema do crescimento de vários assentamentos", disse o ministro dos Transportes, Yisrael Katz, à Rádio Israel.

 

Cerca e 2.500 novas casas estão sendo construídas nas áreas ocupadas por Israel e, segundo o governo, as obras não cessarão. O problemas com os assentamentos é o maior obstáculo na obtenção de um acordo de paz entre Israel e Palestina e também é o responsável pela criação de um grande atrito entre o Estado judeu e os EUA, tradicionais aliados.

 

Netanyahu, que vai se reunir na semana que vem com o enviado dos EUA para assuntos do Oriente Médio, George Mitchell, para tratar da questão dos assentamentos, tem resistido ao pedido do congelamento das construções, feito pelos EUA em 2003 através do "mapa da paz", que também exige dos palestinos o fim da atividade insurgente.

 

O presidente americano, Barack Obama, tem pressionado Israel para paralisar as construções. O presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, afirma que as negociações de paz só, suspensas desde dezembro, só serão retomadas com o congelamento. O diário Haaretz informou por meio de seu partido que o premiê disse aos seus ministros que finalizaria um acordo com Washington na visita de Mitchell.

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