Israel construirá mais assentamentos na Cisjordânia

Plano de 2003 entre israelenses e palestinos obriga a suspensão da construção de habitações judaicas na região

REUTERS

01 de junho de 2008 | 11h19

Israel anunciou no domingo, 31, planos de construir centenas de novas casas em uma zona ocupada da Cisjordânia, que considera parte de Jerusalém, apesar dos apelos dos Estados Unidos e líderes palestinos para que suspenda a expansão de assentamentos judaicos.  O anúncio surgiu dois dias antes de o primeiro-ministro Ehud Olmert iniciar uma visita de três dias a Washington, onde se reunirá com o presidente norte-americano, George W. Bush.  O plano de paz de 2003, chamado "mapa do caminho" e reafirmado pelos líderes israelenses e palestinos em uma conferência organizada por Bush em novembro, obriga a suspensão da construção de assentamentos judaicos na Cisjordânia, território que os palestinos esperam instalar seu Estado próprio.  O ministro israelense de Habitação, Zeev Boim, ordenou a construção de mais 763 unidades habitacionais em Pisgat Zeev, e outras 121 em Har Homa, uma zona a qual os palestinos chamam de Jabal Abu Ghneim.   Ambas regiões estão em terras ocupadas por Israel durante a guerra de 1967 e foram incorporadas às fronteiras municipais de Jerusalém, em uma medida que não foi reconhecida pela comunidade internacional.  Yasser Abed Rabbo, um importante assessor do presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse que o governo de Olmert "fala sobre paz e ao mesmo tempo trabalha para minar as bases da paz ao aumentar a atividade dos assentamentos em Jerusalém e arredores".  Um porta-voz de Boim disse que as novas construções eram parte das medidas que o governo estava tomando para "fortalecer Jerusalém".

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