Israel corta 1% do fornecimento de energia a Gaza

Medida, de caráter simbólico, é parte dos esforços para sanar ataques com foguetes palestinos

Associated Press,

07 de fevereiro de 2008 | 20h09

Após ataques que deixaram sete palestinos mortos nesta quinta-feira, 7, Israel cortou em 1% o fornecimento de energia elétrica para a Faixa de Gaza, numa manobra simbólica cujo objetivo é ampliar as pressões para que militantes encerrem os ataques com foguetes contra seu território.  Incursão de Israel em Gaza mata 6 militantes e professor No mês passado, Israel cortou temporariamente o fornecimento de combustível à Faixa de Gaza, forçando o desligamento da usina de produção de energia do território. A ação rendeu tanta publicidade negativa para Israel que em poucos dias o Estado Judeu restabeleceu o fornecimento.  Segundo o ministro de Defesa israelense, Ehud Barak, medidas militares mais duras podem ser adotadas caso os militantes em Gaza persistam com o lançamento de foguetes contra o sul de Israel.  "Se o lançamento (de foguetes) continuar, iremos intensificar nossas atividades e o outro lado irá perder, até que resolvamos o problema", disse ele.  Em um dos incidentes desta quinta-feira, um foguete israelense atingiu uma escola campal palestina, matando um professor. Um cameraman da Associated Press que estava próximo disse ter visto um militante palestinos próximo à escola.  Paralelamente aos ataques militares, Israel ampliou suas medidas punitivas contra Gaza, numa esperança de fazer com que a população se empenhe em impedir que militantes lancem foguetes contr ao Estado judeu.  A última medida nesse sentido foi o recente corte de energia na noite desta quinta-feira. Segundo o Ministério da Defesa israelense, o corte, de 1%, foi simbólico, atingindo apenas uma das linhas que saem de Israel.  A faixa de Gaza é responsável pela geração de um quarto da energia utilizada no território, que é produzida em um a usina que funciona com combustível importando de Israel. O resto do fornecimento é feito por 10 linhas vindas de Israel e uma do Egito.  Para os grupos de defesa dos direitos humanos, medidas como essa são punições coletivas, que afetam civis inocentes. Embora pratique essas políticas, Israel insiste em que não irá causar uma crise humana em Gaza.

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