Israel corta distribuição de combustíveis para Gaza no domingo

Ministério da Defesa anuncia início das sanções aprovadas, que incluem ainda o boicote de eletricidade

Agências internacionais,

27 de outubro de 2007 | 17h19

Israel reduzirá o fornecimento de combustível à Faixa de Gaza a partir deste domingo, 28, após a decisão do governo israelense de classificar o território palestino como "inimigo". O anúncio foi feito neste sábado pelo porta-voz do Ministério da Defesa de Israel. "No domingo reduziremos as provisões de combustível e nos próximos dias cortaremos a energia elétrica", disse o porta-voz do ministro Ehud Barak. Segundo a BBC, autoridades afirmam que a eletricidade será cortada inicialmente por 15 minutos e, mais tarde, por períodos cada vez mais longos. Líderes palestinos afirmam que a medida é uma punição coletiva. Israel fornece 60% da eletricidade para 1,5 milhão de habitantes da Faixa de Gaza e, em setembro, o governo israelense declarou a Faixa de Gaza como uma "entidade hostil". Ao declarar formalmente que a Faixa de Gaza como inimiga, Israel afirma que não é mais obrigado pelas leis internacionais sobre governo, administração e territórios ocupados a fornecer serviços de utilidade pública para a população civil. Israel impôs um embargo econômico contra a Faixa de Gaza em junho, depois que o grupo militante palestino Hamas assumiu o controle da região, tirando do poder a facção rival Fatah. Os israelenses também estão limitando o movimento de pessoas para dentro e fora do território. Na quinta-feira, um porta-voz do Hamas na Faixa de Gaza afirmou que as sanções não vão mudar o comportamento dos palestinos. "A lei internacional requer que forças de ocupação cuidem das necessidades das pessoas nos territórios ocupados", disse. "Explorar as necessidades das pessoas para chantagear nosso povo não vai nos enfraquecer." A Autoridade Palestina, que tem o apoio dos países ocidentais e controla a Cisjordânia, também desaprova as sanções. "A decisão (de adotar as sanções) é uma forma de punição coletiva contra nosso povo na Faixa de Gaza", disse o secretário de gabinete Saadi al-Kronz, em um comunicado.

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