Israel critica reação da ONU a mortes na fronteira com Líbano

Israel criticou um enviado da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quarta-feira por culpar as forças israelenses pelos disparos fatais contra 10 manifestantes palestinos durante protesto no domingo na fronteira libanesa, dizendo que o julgamento dele foi precipitado.

REUTERS

18 de maio de 2011 | 11h05

Michael Williams, o coordenador especial da ONU para o Líbano, disse na segunda-feira que Israel empregou "força mortífera e desproporcional" durante o protesto dos palestinos no dia que marca o que chamam de catástrofe da fundação do Estado de Israel em 1948.

"As declarações precipitadas de ... Williams, tal como citadas pelos despachos, são exasperantes", disse Yigal Palmor, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores israelense, em um comunicado.

"A declaração desequilibrada do senhor Williams não reflete o acontecimento no local e não contribui com o esforço de reinstaurar a calma", disse Palmor.

O Exército do Líbano disse que soldados israelenses dispararam contra os manifestantes no vilarejo libanês fronteiriço de Maroun al-Ras, matando 10 palestinos.

Palmor disse que os soldados libaneses fizeram "disparos dissuasivos" em reação ao "violento tumulto" dos manifestantes que pretendiam romper a cerca da fronteira com Israel. Os comentários dele não acusavam diretamente as forças libanesas de atirar contra os manifestantes, nem negavam com veemência que tropas israelenses os mataram.

Williams, de acordo com Palmor, deveria ter esperado os resultados de uma investigação das forças de paz da ONU na área antes de tirar conclusões apressadas e culpar Israel.

"Williams não estava presente no local, e suas declarações se apoiam nos comunicados libaneses", afirmou.

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