Israel culpa tripulantes da frota pelo sangrento ataque

Ativistas teriam atacado israelenses com armas de fogo, segundo ministério israelense

EFE

31 Maio 2010 | 08h22

JERUSALÉM - O número dois do Ministério de Exteriores israelense, Daniel Ayalon, juntamente com o ministro da defesa, Ehmud Barak, culpou nesta segunda-feira, 31, os tripulantes da expedição pelo ataque militar israelense à "Frota da Liberdade", que deixou pelo menos 19 mortos, segundo a televisão israelense.

 

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"Certamente lamentamos as vítimas, mas a responsabilidade pelas vítimas é deles, daqueles que atacaram os soldados israelenses", assinalou Ayalon - do mesmo partido do chanceler Avigdor Lieberman - em entrevista coletiva do Ministério de Exteriores em Jerusalém.

 

Em comunicado, o Exército israelense assegura que dois "ativistas violentos sacaram os revólveres" de suas tropas "e aparentemente abriram fogo contra os soldados, como provam os cartuchos vazios dos revólveres".

 

Na entrevista coletiva, Ayalon destacou que seu país "fez todo o possível para deter" a frota, mas seus integrantes "responderam inclusive com armas". "Nenhum país soberano toleraria essa violência".

 

Além disso, ele assegurou que "os organizadores" - em referência à ONG turca IHH, um dos diversos grupos que participavam da iniciativa - tem "estreitos laços" com "organizações terroristas internacionais", como a rede Al-Qaeda.

 

Ayalon pediu que "todos os países trabalhem juntos para acalmar a situação" e que não sejam "pessimistas demais" sobre as consequências que possa ter a operação nas relações diplomáticas de Israel com outros Estados.

 

"A vida dos soldados estava em perigo"

 

Ministro israelense diz que lamenta por vítimas, mas que soldados estavam em perigo

 

O ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, assegurou que os soldados abriram fogo porque sentiram que suas vidas estavam em perigo.

 

"Lamentamos pelas vítimas, mas os organizadores da expedição e seus participantes são plenamente responsáveis pelo sucedido", disse em uma conferência de imprensa televisionada de Tel Aviv, acompanhado do alto escalão do Exército.

 

Os militares que participaram da abordagem, explicou, "se viram obrigados a utilizar métodos antidistúrbios e armas de fogo ao sentir suas vidas em perigo quando um dos tripulantes roubou-lhes uma pistola".

 

Após a intervenção de Barak, tomou a palavra o chefe do Exército Maior, Gaby Ashkenazi, para defender que "está claro sem qualquer tipo de dúvida que os soldados atuaram como era necessário" e que os meio usados "não eram suficientes".

 

O responsável da Marinha, Eliezer Marom, foi mais além ao falar da "contenção", da "valentia" e da "determinação" que mostraram os soldados, pertencentes a um grupo de elite, durante o incidente.

 

Assim mesmo, detalhou que dois dos dez soldados foram feridos por arma de fogo.

 

A abordagem à expedição, um grupo de seis barcos transportava que transportava mais de 750 pessoas com ajuda humanitária para Gaza, teve lugar nesta madrugada a cerca de vinte milhas da costa palestina, aparentemente em água internacionais, segundo a ONU.

 

Segundo o Exército israelense, dez ativistas morrera no ataque, ainda que a imprensa local eleve este número a entre 14 e 20.

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