Israel dá duas semanas para imigrantes marfinenses partirem

Israel anunciou nesta quinta-feira que imigrantes ilegais da Costa do Marfim têm duas semanas para deixar o país, em mais um passo na repressão a africanos em situação irregular.

REUTERS

28 de junho de 2012 | 10h37

"Quem sair neste período receberá um estipêndio, os que não saírem serão mandados embora", disse em nota o ministro do Interior, Eli Yishai.

Muitos israelenses estão alarmados com o grande afluxo de migrantes africanos através da sua porosa fronteira com o Egito, e neste mês o governo iniciou uma ponte aérea semanal para deportar algumas centenas de sul-sudaneses para o seu recém-criado país.

O Ministério do Interior disse haver cerca de 2.000 marfinenses em situação irregular, de um total de cerca de 60 mil imigrantes africanos que, segundo Israel, chegam ao país para procurar trabalho e ameaçam alterar a situação demográfica do Estado judeu.

Organizações humanitárias dizem que muitos desses migrantes poderiam ter direito a asilo, e alguns israelenses lamentam que seu país, fundado por imigrantes e refugiados de guerra, esteja agora expulsando estrangeiros em massa.

É legalmente questionável se a maioria dos migrantes africanos em Israel, cerca de 50 mil pessoas da Eritreia e Sudão, países devastados por guerras, poderia ser deportada.

O governo disse que os migrantes marfinenses que saírem por conta própria receberão 500 dólares por adulto e 100 dólares por criança. Quem não sair poderá ser detido e perderá direito à ajuda financeira.

(Por Maayan Lubell)

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