Israel declara alerta máximo por conta do Yom Kippur

Governo fecha fronteira com regiões palestinas até sexta-feira por data sagrada do 'dia do perdão'

Efe,

08 de outubro de 2008 | 08h38

As autoridades israelenses declararam o estado de alerta máximo no país e milhares de policiais foram desdobrados na cidade de Jerusalém e em outros centros urbanos importantes por ocasião do Yom Kippur ou "Dia do Perdão", que começa ao entardecer desta quarta-feira, 8. O estado de alerta permanecerá em vigor até o fim da jornada mais sagrada do calendário judeu, ou seja, até o amanhecer da sexta-feira, e inclui o fechamento dos territórios palestinos por temor a um atentado, disseram fontes policiais. Os organismos de segurança israelenses asseguram ter onze alertas concretos de atentados e outras dezenas mais gerais para este dia, no qual 63% dos israelenses judeus fazem jejum de mais de 24 horas e comparecem em massa às sinagogas. Israel pára totalmente, fecha suas fronteiras e o transporte é suspenso por terra, mar e ar. Somente os serviços de emergência e segurança funcionam durante o Yom Kippur. As medidas especiais de segurança entraram em vigor na noite de terça-feira e o desdobramento especial de forças se completará durante esta manhã. Para os palestinos da Cisjordânia e de Gaza, estas medidas especiais de segurança não representam nenhuma mudança em sua situação diária, já que desde o ano 2000 eles são proibidos de entrar em Israel. Apenas alguns milhares com permissões especiais estão autorizados a entrar da Cisjordânia em território israelense, mas nem mesmo estes poderão fazê-lo até o fim do Yom Kippur. Este ano se lembra o 35.º aniversário da disputa entre Israel, por um lado, e Egito e Síria, pelo outro, em 1973, mas não está previsto qualquer ato oficial, além da tradicional cerimônia de lembrança dos mortos nessa guerra. O governo divulgou na terça, pela primeira vez, extratos inéditos dos arquivos da comissão especial israelense que investigou a guerra do Yom Kippur, na qual o Estado judeu se viu surpreendido pela ofensiva de seus vizinhos. Os novos documentos não revelam nenhum dado histórico de relevância, com a exceção das críticas de alguns generais de campo, entre eles o depois primeiro-ministro Ariel Sharon, contra as decisões do Estado-Maior e do governo, nesse momento dirigido por Golda Meir.

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