Israel define Conferência da Paz para final de novembro

Premiê quer que Síria participe de encontro nos EUA para definir acordo para a questão palestina

Efe,

06 de novembro de 2007 | 11h20

A conferência internacional de paz para o Oriente Médio, que os Estados Unidos pretendem realizar na cidade de Annapolis (Maryland), ocorrerá na última semana de novembro, anunciou nesta terça-feira, 6, o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert. As declarações de Olmert acontecem após a visita da secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, que tenta promover as negociações entre Israel e a Autoridade Nacional Palestina (ANP) com vistas à conferência. Em declarações à imprensa após uma reunião de trabalho com o presidente de Israel, Shimon Peres, Olmert afirmou que os convites ainda não foram feitos, mas disse esperar que a Síria participe. "A participação da Síria é, do nosso ponto de vista, a opção correta. Espero que, se o processo com os palestinos tiver êxito, possa levar a um acordo semelhante com a Síria", disse Olmert. Israel e Síria não realizam negociações de paz desde 1999, e nos últimos meses as relações entre os dois países chegaram aos níveis mais tensos desde 1973. No começo de setembro, Damasco revelou que caças-bombardeiros israelenses tinham invadido seu espaço aéreo. Depois, surgiu a informação de que, na verdade, Israel teria bombardeado instalações nucleares secretas da Síria. Desde então, os dois Exércitos declararam o nível máximo de alerta nos dois lados das Colinas do Golã, anexadas por Israel em 1967. Uma guerra não é descartada. Quanto aos palestinos, Olmert reiterou que, após a conferência de Annapolis, as duas partes começarão negociações substanciais sobre os assuntos mais difíceis do conflito, e em função dos parâmetros fixados no Mapa de Caminho - plano de paz do quarteto formado por Estados Unidos, União Européia, ONU e Rússia. "As duas partes estão comprometidas com uma série de passos. E nós estamos dispostos a cumprir os nossos para avançar", manifestou. O Mapa do Caminho condiciona qualquer avanço em direção à solução de dois Estados para dois povos ao encerramento definitivo dos ataques palestinos contra Israel e ao total congelamento de projetos de expansão nas colônias judias, entre outros pontos. Israel também deve esvaziar os mais de cem enclaves levantados pelos colonos mais radicais desde a aprovação do Mapa de Caminho, em 2003. Israel e a ANP não entram em acordo sobre o texto do documento que planejam levar à conferência e no qual definiriam suas intenções para os próximos anos. Fontes próximas a Olmert afirmaram no fim de semana que sua intenção é obter um acordo de paz antes do fim do mandato do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, em janeiro de 2009, uma postura enfatizada pelo presidente da ANP, Mahmoud Abbas, na segunda-feira, em Ramala.

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