
Agências internacionais,
04 Março 2009 | 10h38
A secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, criticou nesta quarta-feira, 4, os planos israelenses de demolir dezenas de casas de palestinos em Jerusalém Oriental, o que segundo ela viola as obrigações internacionais do Estado judeu. "Claramente este tipo de atividade não é útil e não se atém às obrigações previstas sob o 'mapa da paz'", disse Hillary referindo-se a um plano norte-americano há muito abandonado. Veja também: Hillary diz que pressiona Brasil por guarda de menino americano Israel emitiu nos últimos dias ordens de demolições contra dezenas de imóveis habitados por palestinos em Jerusalém. O governo israelense alega que as casas foram construídas "ilegalmente". No entanto, os palestinos denunciam que é praticamente impossível obter de Israel os alvarás necessários para as obras e consideram as demolições como um meio israelense de exercer controle sobre a cidade sagrada. "É uma questão que pretendemos abordar com o governo de Israel e com o governo municipal em Jerusalém", acrescentou ela em entrevista coletiva ao lado do presidente palestino, Mahmoud Abbas. O Estado judeu considera que Jerusalém é sua capital "eterna e indivisível". Israel conquistou em 1967 a parte oriental da cidade, que tem maioria árabe e é reivindicada pelos palestinos como capital de seu eventual Estado. A comunidade internacional jamais reconheceu a anexação de Jerusalém Oriental por Israel. Durante visita a Ramallah, na Cisjordânia, Hillary disse que as demolições são "inúteis" e violam o comprometimento israelense com o "roteiro para a paz". Ela disse que tratará do assunto com o próximo governo israelense, que deverá assumir dentro de algumas semanas. O Estado judeu considera que Jerusalém é sua capital "eterna e indivisível". Israel conquistou em 1967 a parte oriental da cidade, que tem maioria árabe e é reivindicada pelos palestinos como capital de seu eventual Estado. A comunidade internacional jamais reconheceu a anexação de Jerusalém Oriental por Israel.
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