Israel detém suspeitos de explodir ônibus em Tel-Aviv

Explosão deixou ao menos 15 feridos na quarta-feira, antes do início de cessar-fogo

Reuters

22 de novembro de 2012 | 21h11

TEL-AVIV - Autoridades israelenses detiveram um árabe-israelense por suspeita de plantar uma bomba num ônibus em Tel-Aviv cuja explosão deixou 15 pessoas feridas horas antes de Israel concordar com um cessar-fogo com o Hamas na Faixa de Gaza, disseram autoridades policiais e de segurança nesta quinta-feira, 22.

O cidadão árabe de Israel foi detido na noite de quarta-feira, eles disseram. Também foram presos, segundo a polícia, palestinos filiados ao Hamas e militantes da Jihad Islâmica na Cisjordânia sob suspeita de terem recrutado o árabe-israelense para realizar o atentado.

O porta-voz da polícia Micky Rosenfeld não deu nomes ou um número exato de quantas pessoas estavam sob custódia. Ele disse que o árabe-israelense notificou os palestinos na Cisjordânia quando a bomba já estava no ônibus e eles, então, detonaram o dispositivo com um telefone celular.

"A investigação ainda está em andamento e outras prisões são esperadas", disse o serviço de segurança interno em comunicado. O atentado de quarta-feira havia levantado a possibilidade de que os palestinos saíram da Cisjordânia para realizar o ataque em Israel.

Enquanto o Hamas governa Gaza, um território sob bloqueio israelense, a Autoridade Palestina, apoiada pelos Estados Unidos, governa a parte da Cisjordânia que não está ocupada por Israel. Mas muitos de seus moradores são simpáticos ao rival Hamas, que rejeita a paz permanente com o Estado judaico.

Mais cedo nesta quinta-feira, o Exército israelense disse que 55 supostos militantes palestinos foram presos na Cisjordânia, citando a necessidade de manter a calma depois que uma trégua terminou a luta em Gaza.

Israel lançou uma ofensiva aérea contra o Hamas e outras facções militantes de Gaza em 14 de novembro com o objetivo declarado de interromper o lançamento de foguetes contra seu território. Os lados acordaram um cessar-fogo mediado pelo Egito na noite de quarta-feira.

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