Israel deve apresentar um plano de paz a Obama, diz ministro da Defesa

Para Ehud Barak, premiê deve levar proposta com fronteiras para o Oriente Médio em visita aos EUA

estadão.com.br

05 de julho de 2010 | 10h46

JERUSALÉM - O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, disse nesta segunda-feira, 5, que seu país deve apresentar ao presidente dos EUA, Barack Obama, uma proposta de paz para o Oriente Médio que inclua fronteiras entre Israel e um futuro Estado palestino, informa o jornal israelense Ha'aretz.

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"Israel deve apresentar uma clara iniciativa que discuta o estabelecimento de fronteiras em Israel de modo que os assentamentos permaneçam sob nosso controle e tenham uma maioria judia por geração, mas ao mesmo tempo que permita a criação de um estado Palestino independente e desmilitarizado", disse Barak.

 

As declarações de Barak foram feitas ao Comitê de Assuntos Externos e de Defesa do Parlamento israelense, onde o ministro acrescentou que Israel também deve apresentar "uma iniciativa política' para reforçar os laços com os EUA e com os países árabes moderados, assim como inibir a deterioração da imagem de Israel no cenário internacional.

 

Barak também comentou sobre a reunião secreta realizada entre o ministro do Comércio israelense, Benjamin Ben-Eliezer, e o chanceler turco, Ahmet Davutoglu, na semana passada, minimizando os efeitos do encontro, que gerou atritos entre o governo de Israel.

 

Ele disse que, enquanto esteve nos EUA na semana passada, as autoridades tentaram marcar um encontro entre ele e Davutoglu, convite que foi recusado. "Estava claro que essas reuniões serviriam para que os turcos reclamassem das mortes ocorridas no caso da frota e para que eles pedissem compensação para os mortos e feridos. Por isso achei que não era hora de realizar uma reunião desse tipo", disse.

 

Segundo Barak, quando ele voltou a Israel, o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, foi avisado de que um encontro como esse com participação de Ben-Eliezer não seria uma boa iniciativa nas atuais circunstâncias. A realização da reunião provocou atritos entre o premiê e o chanceler israelense, Avigdor Lieberman, um dos funcionários do governo mais duros em relação às políticas sobre os palestinos.

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