Israel diz investigar cem denúncias por ofensiva em Gaza

Israel anunciou nesta quinta-feira que está investigando uma centena de denúncias de conduta incorreta de suas forças durante a ofensiva na Faixa de Gaza no início deste ano. O governo israelense admitiu que suas tropas utilizaram munição com fósforo branco, mas sem violar as leis internacionais.

REUTERS

30 de julho de 2009 | 16h50

O relatório de 163 páginas divulgado antes da conclusão da investigação da ONU sobre crimes de guerra, esperada para o mês que vem, defendeu a ofensiva de 22 dias como uma resposta "necessária e proporcional" ao lançamento de foguetes do Hamas contra Israel.

Cerca de 1.400 palestinos, muitos deles civis, e 13 israelenses foram mortos na operação, e Israel repetidamente rebateu acusações de crimes de guerra feitas por grupos de direitos humanos.

No documento publicado pelo Ministério de Relações Exteriores israelense, o governo classifica a guerra como sua resposta ao lançamento de 12.000 foguetes por militantes islâmicos do Hamas em Gaza durante oito anos e ataques suicidas que mataram 1.100 pessoas em Israel.

Treze ações criminais foram abertas, a maioria envolvendo denúncias de que soldados israelenses usaram civis como escudo humanos ou por danos de propriedades, afirmou o relatório.

Israel também admitiu pela primeira vez que seu Exército "usou munições contendo fósforo branco" em Gaza, mas não em violação de leis internacionais. Segundo o relatório, a munição não foi usada em áreas populosas.

O governo israelense não tem colaborado com a investigação da ONU, acusando a organização de tendência contrária ao Estado judeu.

(Por Allyn Fisher-Ilan)

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