Israel diz não ter motivos para estender moratória em colônias

Segundo chanceler, não 'há benefícios na paralisação', mas país está pronto para negociar

Reuters

06 de dezembro de 2010 | 15h24

LJUBLJANA - O ministro de Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, disse nesta segunda-feira, 6, que seu país não tem nenhum motivo para estender a moratória na expansão de assentamentos judaicos na Cisjordânia ocupada, mas está pronto para retomar as negociações com os palestinos.

 

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Lieberman, que está em visita à Eslovênia, disse que as conversas de paz no Oriente Médio foram paralisadas novamente, mas admitiu que o governo de Israel "não vê nenhum benefício (com a moratória)".

O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, realizaram três rodadas de conversas em setembro, mas os palestinos abandonaram as negociações três semanas depois, com o fim do congelamento israelense de 10 meses na expansão dos assentamentos.

"Após 10 meses da moratória nos assentamentos, nós continuamos parados... Não vejo nenhum motivo para estender essa moratória agora", disse Lieberman a repórteres.

O chanceler acrescentou que a posição palestina, de retomar as negociações apenas com a extensão da moratória nos assentamentos, "mostra a real intenção deles de levar estas conversas a uma paralisação".

Palestinos querem que Israel interrompa a construção de assentamentos em território onde desejam estabelecer um Estado independente, inclusive na região oriental de Jerusalém, anexada por Israel após a Guerra dos Seis Dias, em 1967.

Na semana passada, Israel anunciou planos de construir 625 novas casas perto de Jerusalém Oriental. Após o anúncio, o negociador chefe palestino, Saeb Erekat, afirmou que Israel "escolhera assentamentos e não a paz" e exigiu que Washington responsabilize Israel pelo fracasso das negociações de paz.

Nesta segunda-feira, Lieberman disse que "se os palestinos estiverem prontos para negociações diretas, eles são mais que bem vindos, estamos prontos para discutir todas as questões mas, novamente, sem pré-condições".

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