Israel diz que está próximo de acordo com EUA sobre colônias

Em Londres, Netanyahu volta a cobrar Estado palestino desmilitarizado e que reconheça a existência de Israel

Efe e Associated Press,

25 de agosto de 2009 | 14h26

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta terça-feira, 25, que o país está próximo de um acordo com os EUA sobre os assentamentos. Segundo ele, a intenção é que Israel possa avançar nas construções em alguns assentamentos, ao mesmo tempo retomando as negociações de paz com os palestinos.

 

Em uma viagem de quatro dias pela Europa, Netanyahu se reúne nesta terça-feira com o primeiro-ministro, Gordon Brown. Netanyahu tenta equilibrar as reclamações de sua coalizão de direita com as objeções internacionais aos assentamentos israelenses. Os palestinos querem o congelamento total dos assentamentos, antes de retomarem o diálogo. Netanyahu demonstrou a esperança de que os próximos encontros com autoridades norte-americanas possam levar a "uma fórmula que nos permita lançar um processo (de paz) e aos colonos seguir levando uma vida normal".

 

Segundo Netanyahu, os colonos judeus precisam de jardins de infância e casas para suas famílias, mas isso não significa que seria preciso expropriar mais terras na Cisjordânua. "Jerusalém não é um assentamento, e Israel não aceitará limites de sua soberania" na cidade, afirmou.

 

O premiê disse ainda que delineou o que chamou de "fórmula vencedora" para a paz no Oriente Médio. "Precisamos de uma Palestina desmilitarizada e que reconheça Israel", afirmou Netanyahu, acrescentando que "reconhecimento é o pilar da paz".

 

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, pediu o fim das construções de assentamentos em território palestino para que se possa avançar o processo de paz. Brown defendeu "uma Israel segura e com confiança" que seja aceita por uma "Palestina que seja segura e viável".

 

O chefe do Governo britânico também apoiou "os recentes movimentos (israelenses) para retirar postos de controle na Cisjordânia", já que "é preciso permitir que a economia palestina prospere". "Soluções econômicas deveriam escorar o diálogo político", disse Brown que, no entanto, ressaltou que "a construção dos assentamentos é uma barreira para a solução dos dois Estados". "Estou convencido - afirmou o primeiro-ministro inglês - que há uma verdadeira vontade de avançar, mas um fim da construção dos assentamentos resultaria num passo significativo rumo a uma normalização com os estados árabes".

 

Além disso, Netanyahu admitiu que "o tema dos assentamentos está pendente e é um dos assuntos que devem ser resolvidos nas negociações, junto ao reconhecimento palestino do Estado judeu e uma efetiva desmilitarização (palestina) para um futuro acordo de paz".

 

O fim das construções dos assentamentos israelenses, reivindicado pelos governos de Londres e Washington, é um dos elementos fundamentais do chamado "Mapa do Caminho para a paz" no Oriente Médio. Londres é a primeira etapa de uma viagem europeia de quatro dias de Netanyahu. Ele se reunirá na quarta-feira, também em Londres, com o enviado especial dos Estados Unidos para o Oriente Médio, George Mitchell, e na quinta-feira, em Berlim, com a chanceler alemã, Angela Merkel.

Tudo o que sabemos sobre:
IsraelReino Unido

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.