Israel diz ter certeza de que Irã tenta obter arma nuclear

Ehud Olmert afirma que todas as opções devem ser consideradas para impedir avanços iranianos

REUTERS

12 de fevereiro de 2008 | 08h02

O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, afirmou nesta terça-feira, 12, estar convencido de que o Irã mantém uma operação secreta voltada ao desenvolvimento de armas nucleares e conclamou a realização de pressões internacionais mais intensas a fim de impedir o governo iraniano de ter sucesso na empreitada.   "Temos certeza de que os iranianos estão engajados em uma operação séria e clandestina com vistas a adquirir armas não-convencionais", disse Olmert em uma entrevista coletiva concedida ao lado da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, após reunir-se com a dirigente européia.   O premiê afirmou estar compartilhando informações com outros países sobre o programa nuclear do Irã e que nenhuma opção deveria ser colocada de lado em meio aos esforços para evitar que o país islâmico obtenha armas atômicas. "Como disse certa vez o presidente Bush (presidente dos EUA, George W. Bush): nenhuma opção está descartada", afirmou.   Segundo autoridades israelenses, Olmert pressionaria Merkel para que fossem aumentadas as pressões internacionais sobre o Irã dentro da Organização das Nações Unidas (ONU), onde um novo pacote de sanções está sendo debatido.   "Essa questão representa, em especial, um desafio para as grandes potências", disse o dirigente, por meio de um tradutor. "Nós estamos muito interessados em uma solução que impeça o Irã de dar continuidade a esse programa", disse, acrescentando serem bem-vindos todos os esforços diplomáticos realizados nesse sentido.   No mês passado, a Alemanha uniu-se aos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU - o Reino Unido, os EUA, a França, a Rússia e a China - para fazer circular uma proposta sobre um terceiro pacote de sanções contra o Irã. Essas medidas incluíram a proibição de viagens, o congelamento de bens e a montagem de um aparato para vigiar as atividades de todas as instituições financeiras do Irã.   "Sempre disse que acreditava piamente em uma solução obtida pelos canais diplomáticos, que contava com uma solução diplomática e nada mais", afirmou Merkel, na entrevista coletiva. O Irã diz que, com seu programa, deseja apenas gerar eletricidade a fim de aumentar suas exportações de gás e petróleo.

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