Israel é 'bandeira de Satã', diz Ahmadinejad

Presidente iraniano afirma que o Estado judeu está em "vias de queda e desaparecimento"

Efe,

18 de agosto de 2007 | 12h46

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, criticou neste sábado duramente Israel, ao qual qualificou de "bandeira de Satã", como os iranianos costumam se referir aos Estados Unidos, e não descartou que o Estado judeu esteja em "vias de desaparecimento". Ahmadinejad, em discurso durante uma reunião com um grupo de religiosos em Teerã, também manifestou sua oposição à democracia ocidental, enquanto acusava a "América (EUA) e a entidade sionista (Israel) de atuar para provocar uma divisão entre os muçulmanos". "A entidade sionista é portadora da bandeira do liberalismo e a democracia ocidental é portadora da bandeira da agressão e da ocupação, esta entidade é a bandeira de Satã", disse o líder iraniano. "Considerando que a filosofia segundo a qual (Israel) foi construído não tem fundamento, não se descarta que uma entidade assim esteja em vias de queda e desaparecimento", acrescentou Ahmadinejad, cujo país não reconhece o Estado de Israel e considera que este país e os EUA são seus principais inimigos. Desde que foi eleito presidente do Irã, em 2005, Ahmadinejad se tornou o líder iraniano mais crítico a Israel, com suas dúvidas sobre o Holocausto judeu e suas declarações sobre a necessidade de que o Estado judeu seja "riscado do mapa". O presidente iraniano disse também que "a ocupação do Iraque, os massacres contra o desarmado povo palestino e a agressão (israelense) contra o Líbano são exemplos dos crimes da América e da entidade sionista". Além disso, considerou que "já acabou a hegemonia da América e da entidade sionista sobre o Iraque, onde receberam uma derrota histórica", enquanto pedia que os muçulmanos "se unam para enfrentar os inimigos" que "atuam contra os monoteístas e propagam idéias desviadas em nome do Islã e do Cristianismo". Ahmadinejad falava na sessão inaugural de uma conferência realizada em Teerã sob o título de "Ahl el-Beit", um termo com o qual os muçulmanos se referem à família e aos descendentes do profeta Maomé, com a participação de cerca de 100 religiosos muçulmanos.

Tudo o que sabemos sobre:
AhmadinejadIsraelIrã

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.