Israel e EUA assinam acordo sobre reator nuclear, diz jornal

Local está no eixo da polêmica desde que há 23 anos um de seus técnicos revelou seu uso para fins militares

Efe,

14 de abril de 2008 | 06h56

Israel e Estados Unidos assinaram um acordo para melhorar a segurança no reator nuclear de Dimona, no sul de Israel, informa nesta segunda-feira, 14, o jornal Haaretz. O local está no eixo da polêmica desde que há 23 anos um de seus técnicos revelou seu uso para fins militares. O novo pacto, uma atualização de acordos alcançados por ambos os países no âmbito nuclear nas duas últimas décadas, dará a Israel acesso às últimas informações dos EUA sobre segurança nuclear, protocolos e tecnologia nuclear. O acordo foi assinado há poucos dias pelo diretor da Comissão da Energia Atômica de Israel, Shaul Horev, e o presidente da Comissão Reguladora Nuclear dos EUA, Dale Klein. Consultado pela Agência Efe, Mark Regev, porta-voz do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, se recusou a fazer comentários sobre esta informação. Israel não aderiu ao Tratado de Não-Proliferação Nuclear, embora tenha os citados acordos com os EUA e colabora com a Agência Internacional da Energia Atômica (AIEA) no campo da segurança nuclear, diz o rotativo. Analistas estrangeiros estimam que Israel dispõe de cerca de duzentas ogivas nucleares. O reator em Dimona começou a funcionar há cinco décadas e suas atividades são completamente secretas. A central de Dimona chamou a atenção em 1986, quando um de seus técnicos, Mordechai Vanunu, revelou os segredos de Israel sobre sua capacidade atômica e entregou fotografias da central ao jornal britânico The Sunday Times.

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