Israel e Hamas fecham acordo por cessar-fogo a partir de quinta

Representantes egípcios e do Hamas dizem que rivais concordaram em conter onda de violência em Gaza

Agências internacionais,

17 de junho de 2008 | 10h22

Um cessar-fogo entre Israel e o grupo islâmico Hamas deve começar na próxima quinta-feira, segundo informaram oficiais egípcios e palestinos nesta terça, 17. De acordo com a agência estatal do Egito, a Mena, os dois lados "concordaram com a primeira fase de apaziguamento recíproco e simultâneo" proposta por Cairo para encerrar a onda de violência na região  Segundo o Hamas, os dois lados concordaram em encerrar os ataques contra Israel a partir de quinta-feira. O cessar-fogo deve interromper os ataques com foguetes e morteiros - lançados por militantes do Hamas na Faixa de Gaza - contra o sul de Israel e as incursões e ataques aéreos israelenses na região. Israel, por sua vez, recusou-se a confirmar ou a desmentir a existência de um acordo, mas assegurou que "uma nova realidade" passaria a vigorar caso rebeldes palestinos parassem de lançar foguetes na direção de seu território.  O representante do Hamas disse que acredita que todos os integrantes do grupo em Gaza cumprirão o acordo, que foi obtido com esforço do governo do Egito. Funcionários israelenses recusaram-se a confirmar ou a desmentir o acordo, mas comentaram que um negociador estava a caminho do Cairo e disseram-se "cautelosamente otimistas". O acordo foi fechado apesar do ataque de Israel que provocou a morte de seis militantes palestinos nesta terça. O grupo Jihad Islâmica disse que um míssil atingiu um carro que transportava cinco de seus integrantes perto de Khan Younis. Uma sexta pessoa teria morrido nas imediações. Israel confirmou os ataques contra o que chamou de "veículos transportando operadores do terrorismo".  O Egito tenta negociar o fim da violência e a reabertura das fronteiras de Gaza entre Israel e o Hamas. Líderes do Hamas acusaram Israel de tentar minar a trégua, mas asseguraram que não permitirão que a violência faça descarrilar os esforços egípcios. Ainda assim, a emissora de televisão do grupo advertiu que o Hamas responderá a "qualquer agressão sionista", o que evidencia a fragilidade da situação. Três dias depois do início da trégua, segundo o documento, Israel afrouxará o bloqueio imposto a Gaza para permitir a entrada de suprimentos vitais. Uma semana depois disso, Israel deverá levantar ainda mais restrições para a entrada de carga. No último estágio, o Egito mediará a reabertura do entroncamento de Rafah, entre os territórios palestino e egípcio, e uma troca de prisioneiros para que seja libertado o cabo israelense Gilad Schalit, capturado há mais de dois anos por um grupo ligado ao Hamas. Matéria atualizada às 13h30.

Mais conteúdo sobre:
IsraelHamaspalestinos

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.