Israel e Hamas violam direito internacional em Gaza, diz ONU

Subsecretário põe em dúvida cumprimento, pelas duas partes, da obrigação de proteger civis em combates

Efe,

14 de janeiro de 2009 | 18h55

O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, John Holmes, afirmou nesta quarta-feira, 14, que o Exército israelense e o movimento islâmico Hamas violam o princípio do direito internacional que obriga a proteção da população civil em conflitos. Em pronunciamento no Conselho de Segurança da ONU, Holmes colocou em dúvida o cumprimento pelas duas partes de suas obrigações, especialmente no que diz respeito à proporcionalidade das ações e à distinção entre combatentes e civis. "É possível analisar o que acontece há três semanas passa em Gaza e afirmar que Israel e Hamas respeitaram estas regras? Não penso isso", assinalou. O diplomata britânico foi o primeiro orador na reunião que o principal órgão dedicou à proteção da população civil nos conflitos, na qual a grave situação na Faixa de Gaza ficou com toda a atenção. Veja também:Hamas reafirma condições para trégua; grupo tem divergênciasNúmero de mortos em Gaza já passa de milBin Laden convoca 'jihad' contra Israel em Gaza Correspondente do "Estado" fala da 3ª semana do conflito Aumenta suspeita do uso de armas ilegais no conflito em Gaza Conflito em Gaza vira guerrilha urbana Secretário-geral da ONU apela por trégua Especial traz mapa com principais alvos em Gaza  Linha do tempo multimídia dos ataques em Gaza Bastidores da cobertura do 'Estado' em Israel Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos   Veja imagens de Gaza após os ataques    A violação do direito internacional humanitário por parte de um dos combatentes não justifica que o outro empreenda ações da mesma natureza, disse Holmes. Insistiu em que o constante lançamento de foguetes pelo grupo palestino Hamas contra o sul de Israel é uma violação do direito internacional. Os ataques, apesar de sua reduzida capacidade letal, têm graves efeitos psicológicos em uma população civil que vive há anos perturbada pelo medo de ser vítima dos foguetes palestinos, comentou. Ao mesmo tempo, a operação militar lançada por Israel em 27 de dezembro em resposta a estes ataques "é motivo de profunda preocupação." O funcionário da ONU cita fontes médicas palestinas que asseguram que a metade mais de mil mortos em Gaza é de civis, entre eles mais de 300 crianças e cerca de 80 mulheres. "Somente um cessar-fogo completo e totalmente respeitado afastaria a população civil destes horrores", conclui.

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