Israel e Hezbollah assinam acordo para troca de prisioneiros

Dois militares israelenses capturados em 2006 serão trocados pelos corpos de cerca de 200 árabes

Efe e Reuters

07 de julho de 2008 | 12h54

O governo israelense anunciou nesta segunda-feira, 7, a assinatura de um acordo de troca de prisioneiros e corpos com a milícia xiita libanesa Hezbollah, afirmou Mark Regev, porta-voz do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert. O pacto foi assinado pelo representante israelense Ofer Dekel em frente ao enviado alemão da ONU, Gerhard Konrad, acrescentou Regev, antes de destacar que Israel ainda não recebeu o relatório sobre o paradeiro do aviador Ron Arad - cujo avião foi derrubado no sul do Líbano em 1986 - e que é condição fundamental para a troca.   Veja também: Hamas anuncia interrupção em negociações sobre Shalit   O Hezbollah capturou os militares israelenses - os reservistas do Exército Ehud Goldwasser e Eldad Regev - durante uma operação que detonou a guerra de 2006 entre o grupo aliado do Irã e Israel. A organização islâmica não forneceu detalhes sobre o estado dos soldados, mas se presume que estejam mortos.   "Esperamos que o acordo avance e é possível que tenhamos Regev e Goldwasser de volta a Israel na próxima semana", afirmou em Jerusalém um importante membro do governo israelense.   Pelo acordo, o Estado judaico também entregará os corpos de cerca de 200 árabes mortos quando tentavam infiltrar-se no norte de Israel ao passo que o Hezbollah devolveria os restos mortais de soldados israelenses mortos no sul do Líbano em 2006.   Entre os mortos encontram-se guerrilheiros palestinos e libaneses que perderam a vida nas décadas de conflito com Israel bem como os corpos de oito combatentes do Hezbollah. Um oficial das Forças Armadas de Israel disse que o país começaria a exumar os corpos na segunda-feira. Entre os prisioneiros árabes inclui-se Samir Qantar, o libanês mais importante mantido pelos israelenses sob seu poder. Qantar foi condenado à prisão perpétua por matar um policial, um outro homem e a filha deste, de 4 anos de idade, durante uma ação militar ocorrida em 1979, na cidade costeira de Nahariya. Na semana passada, Nasrallah disse esperar que a troca ocorra na metade do mês.

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