Israel e palestinos devem resolver impasse por colônias--Hillary

Israelenses e palestinos precisam resolver o impasse com o fim da moratória na construção de assentamentos judeus na Cisjordânia, uma ameaça às recém-iniciadas conversas diretas, disse nesta segunda-feira a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton.

ARSHAD MOHAMMED, REUTERS

13 de setembro de 2010 | 18h42

Em viagem rumo ao Egito para a segunda rodada de conversas de paz diretas entre israelenses e palestinos, Hillary afirmou que os dois lados deveriam "ir aos negócios" e repetiu a visão dos Estados Unidos de que Israel deveria estender sua moratória na expansão de assentamentos na Cisjordânia.

Ela também tentou conter um pessimismo comum de que as primeiras conversas de paz após 20 meses têm poucas chances de progredir, dadas as divisões políticas em Israel e entre os palestinos.

"Para mim, esta é uma escolha simples: sem negociações, sem segurança, sem Estado", disse Hillary ao iniciar sua viagem ao balneário egípcio de Sharm el-Sheikh, onde as negociações irão ocorrer na terça-feira.

"Não há perspectiva de sucesso na falta de negociações diretas", afirmou.

Hillary deve se reunir separadamente com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, antes de liderar um encontro conjunto com os dois líderes.

Outra reunião entre os três deverá ocorrer em Jerusalém, na quarta-feira.

As conversas diretas, mediadas pelos EUA e iniciadas em Washington em 2 de setembro, terão um difícil teste no final deste mês, com o fim da moratória parcial de 10 meses por Israel na expansão de assentamentos judeus na Cisjordânia ocupada.

Netanyahu disse no domingo que Israel não poderia ampliar sua moratória mas indicou que limitaria a extensão de novas construções, segundo autoridades.

Abbas ameaçou abandonar as conversas de paz com Israel caso o Estado judeu reinicie suas construções em território palestino ocupado.

"Os EUA acreditam que a moratória deveria ser estendida", disse Hillary a jornalistas, reforçando posição do presidente norte-americano, Barack Obama.

Mas ela pressionou palestinos a tomar decisões para ajudar Netanyahu a ampliar o congelamento. No entanto, ela não especificou estas ações.

"Há obrigações em ambos os lados para garantir que estas negociações sigam", acrescentou.

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