Israel e palestinos manifestam otimismo sobre cúpula

Líderes indicam que Annapolis pode dar a largada para Estado palestino

Agências Internacionais,

26 de novembro de 2007 | 20h51

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, e o presidente da Autoridade Palestina (AP), Mahmud Abbas, manifestaram nesta segunda-feira, 26, em Washington a expectativa de que a conferência de terça, em Annapolis, perto da capital americana, dê início a um processo de negociações que leve à paz e à criação de um Estado palestino. A delegação palestina, a mais otimista, assinalou que os dois lados estavam perto de acordo sobre um documento que servirá de base para as futuras negociações. Segundo o negociador palestino Yasser Abed Rabbo, o documento poderia ser divulgado até o fim da noite de ontem.   Veja também:  Entenda a conferência de paz de Annapolis   Cronologia das negociações de paz entre Israel e palestinos   "Temos uma grande esperança de que a conferência dê lugar a uma negociação estendida a todos os temas relacionados com nosso status permanente, que possa levar a um acordo de paz entre Israel e o povo palestino, um acordo de segurança e estabilidade", disse Abbas após reunir-se na Casa Branca com o presidente americano, George W. Bush. Abbas reiterou a importância de discutir questões-chave, como a dos assentamentos israelenses e a dos refugiados palestinos, que foram deixadas de fora em conversações anteriores.   Após um encontro separado com Bush, Olmert assinalou que as negociações sobre um Estado palestino devem começar logo após o encontro de Annapolis. "Certamente, daqui a muito pouco tempo, teremos de sentar (para negociar) e haverá mais encontros entre as equipes dos dois lados", disse o líder israelense. "Estamos entrando num processo que tem infinitos obstáculos, mas queremos avançar." Olmert destacou a importância da participação dos EUA e dos países árabes na conferência. "Desta vez será diferente porque teremos uma ampla participação no que, esperamos, serão negociações sérias entre nós e os palestinos."   "Estou ansioso para dar continuidade aos diálogos com o presidente da AP. Estou otimista", disse Bush, ao lado de Olmert. Em seguida, após se encontrar com Abbas, o líder americano afirmou que os EUA "não podem impor sua visão, mas podem ajudar nas negociações".   Quase 50 países e organizações, incluindo o Brasil, participarão da conferência. Bush abrirá o encontro com um discurso sobre como a paz no Oriente Médio será prioridade no restante de seu mandato, que termina em janeiro de 2009.   Em Gaza, o líder do grupo radical islâmico Hamas, Ismail Haniyeh, disse que os palestinos não aceitarão nenhuma das decisões tomadas em Annapolis. "As pessoas acreditam que essa reunião é inútil e nosso povo não precisa seguir as recomendações e compromissos feitos lá", disse Haniyeh. Os líderes do Hamas, que controla a Faixa de Gaza, afirmaram que Abbas não está autorizado a fazer nenhuma concessão nas negociações de paz.

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