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Israel é pressionado a endurecer tratamento a presos do Hamas

Decisão foi adotada depois do fracasso das negociações que país e grupo mantiveram no Cairo

Efe,

19 de março de 2009 | 05h51

Uma comissão liderada pelo ministro da Justiça israelense, Daniel Friedmann, pediu que o governo endureça as condições dos presos do Hamas, como medida de pressão sobre o grupo islâmico, informa nesta quinta-feira, 19, a imprensa local.

 

A decisão foi adotada depois do fracasso das negociações que Israel e Hamas mantiveram no Cairo na busca por uma troca de prisioneiros que envolvesse o soldado israelense Gilad Shalit, capturado em junho de 2006 por três milícias palestinas, entre elas o braço armado do Hamas.

 

A comissão analisou a situação dos palestinos em prisões em Israel e a possibilidade de colocar os membros do Hamas e da Jihad Islâmica sob as mesmas condições em que Shalit está.

 

A comissão decidiu estabelecer uma equipe encarregada de estudar os privilégios que deverão ser dados aos presos palestinos islamitas.

 

A equipe será integrada pelo procurador-geral, por representantes do Serviço de Segurança Interior, do Ministério da Defesa, do Exército e do Serviço Penitenciário, e entregará suas recomendações operacionais ao governo em duas semanas.

 

"Há algumas medidas que podem ser adotadas sem violar a lei, como por exemplo, restringir o número de visitas familiares, o acesso a telefones e um maior controle dos produtos que recebem", disse o ministro Friedmann.

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