Israel entrega lista de produtos que podem entrar em Gaza para ANP

Estado judeu reviu bloqueio ao território palestino e permitirá entrada de mais bens

Efe

17 de junho de 2010 | 15h38

JERUSALÉM - O governo de Israel entregou à Autoridade Nacional Palestina (ANP) uma lista de alimentos e outros produtos de usos civis que poderão entrar na Faixa de Gaza, disseram nesta quinta-feira, 17, fontes oficiais israelenses.

 

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Alguns dos produtos incluídos na lista foram aprovados nos últimos meses como parte de uma decisão ministerial destinada a aliviar o bloqueio à faixa palestina, controlada pelo movimento muçulmano Hamas há três anos.

 

O responsável de Coordenação das Atividades do Governo israelense nos territórios ocupados palestinos (COGAT, na sigla em inglês), Gay Inbar, explicou à Agência Efe que atualmente "não há nenhum alimento que não esteja autorizado de entrar em Gaza".

 

"Notificamos à ANP que desde hoje não vai haver nenhuma restrição aos produtos alimentícios. Também será autorizada a entrada de outros artigos por meio de organizações internacionais ou do setor privado, como material educacional, equipamento de cozinha, brinquedos e móveis", disse.

 

O COGAT é dependente do Ministério da Defesa israelense e responsável pela administração dos assuntos da população civil nos territórios ocupados, e o contato com as autoridades palestinas e organismos internacionais.

 

Inbar ressaltou que a entrada de produtos nos territórios "não se trata de uma decisão nova que ocorre por causa da frota e das pressões internacionais, mas que começou há meses e hoje podemos dizer que foi completada".

 

Ismail al Ashkar, dirigente do Hamas em Gaza, disse à Efe que o anúncio "não tem nenhum sentido e faz parte da propaganda do Governo israelense para pôr fim à pressão que o mundo exerceu depois do ataque à frota" em águas internacionais no dia 31 de maio.

 

Saeb Erekat, chefe negociador palestino e assessor do presidente da ANP Mahmoud Abbas, disse que a decisão israelense é "insuficiente" e que apesar dela "o bloqueio ilegal imposto sobre os palestinos continua". "Ou Israel levanta totalmente o bloqueio ou continuará violando a legalidade internacional e a moral mais básica", afirmou Erekat em comunicado.

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