Israel envia reservistas para combates em Gaza

Líderes israelenses enviaram reservistas do Exército para a Faixa de Gaza numa tentativa de golpear o Hamas no conflito que já dura 17 dias.. Com o número de mortos pelo lado palestino se aproximando de 900 e em meio à crescente pressão internacional por um cessar-fogo, forças israelenses podem lançar um ataque em larga escala contra os túneis usados pelo Hamas na região de fronteira entre Gaza e Egito. Existe também a possibilidade de incursões mais amplas em áreas urbanas. O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, o ministro da Defesa, Ehud Barak, e a ministra das Relações Exteriores, Tzipi Livni, se reuniram no final do domingo e decidiram aumentar a pressão sobre o Hamas, informou a imprensa palestina. Livni disse à Rádio do Exército que a ofensiva contra Gaza "restaurou a dissuasão israelense" e "criou uma nova equação... que diz que quando nossos cidadãos são atacados, respondemos com a força". Ela recusou-se a dizer quando Israel encerrará os ataques. Ônibus lotados de reservistas israelenses iam em direção a Gaza no domingo, enquanto os combates continuavam no território controlado pelo Hamas, apesar das demandas do Conselho de Segurança da ONU por um cessar-fogo. Os reservistas vinham não vinham sendo usados enquanto os líderes israelenses analisavam se realizariam uma ofensiva terrestre total nas cidades de Gaza para tentar destruir a capacidade do Hamas de lançar foguetes contra Israel. Um desdobramento como esse poderia aumentar o número de vítimas militares de Israel, assim como perdas ainda maiores entre os 1,5 milhão de palestinos que vivem na região e não têm rota de escape. O número de mortos entre os palestinos desde o início da ofensiva israelense em 27 de dezembro está em 890, muitos deles civis, segundo autoridades médicas de Gaza. Cerca de 3.600 palestinos ficaram feridos. Treze israelenses --três civis atingidos por foguetes e 10 soldados-- foram mortos, segundo informações do governo de Israel. (Reportagem adicional de Adam Entous, Jeffrey Heller e Allyn Fisher-Ilan em Jerusalém)

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