Israel estuda restringir relações com Venezuela, diz jornal

País está preocupado com a crescente aliança entre Chávez e seu colega Mahmoud Ahmadinejad

EFE

30 de setembro de 2007 | 14h32

Israel estuda a possibilidade de restringir suas relações com a Venezuela devido a atitudes anti-israelenses do presidente venezuelano, Hugo Chávez, e à aproximação deste com o líder iraniano Mahmoud Ahmadinejad, publica neste domingo, 30, o jornal Haaretz. O veículo, que cita uma fonte oficial israelense, afirmou que essa é uma opção, mas que nenhuma decisão a respeito foi tomada até o momento. "Israel está considerando uma retração nas relações com a Venezuela devido à linha extremista anti-israelense adotada pelo governo sob a Presidência de Hugo Chávez", afirma a publicação. Além disso, "Israel está preocupado com a crescente aliança entre Chávez e seu colega Mahmoud Ahmadinejad". Um porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores israelense consultado pela Efe não quis comentar a informação publicada pelo Haaretz. O embaixador israelense em Caracas, Shlomo Cohen, concluirá seu trabalho em junho de 2008. Por enquanto, não existem planos para seu retorno ou substituição, de acordo com o jornal. A fonte destacou que, durante uma recente reunião realizada no Ministério de Assuntos Exteriores de Israel, foi estudada a possibilidade de um chefe temporário ser designado para a missão diplomática israelense na capital venezuelana. As autoridades de Caracas já restringiram suas relações com Israel no ano passado, após os conflitos do Estudo judeu com a milícia do Hezbollah no Líbano. A Venezuela também retirou seu embaixador de Tel Aviv depois que a Chancelaria israelense emitiu uma queixa diplomática contra Chávez, que acusou Israel de empregar "métodos de Hitler" no conflito. Na ocasião, o embaixador Cohen foi chamado para uma reunião com a ministra de Assuntos Exteriores israelense, Tzipi Livni, mas meses depois retornou a Caracas. O jornal israelense menciona ainda que a comunidade judaica da Venezuela, com cerca de 12 mil membros, está preocupada com as intenções de Chávez de centralizar o sistema educacional, o que afetaria as escolas privadas em geral, incluindo as judaicas.

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