Israel estuda soltar presos palestinos antes de cúpula de paz

Às vésperas de conferência de Annapolis, EUA, medida é vista como gesto de 'boa vontade' em relação à ANP

Efe,

12 de novembro de 2007 | 08h28

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, pedirá aos membros de seu gabinete que aprovem a libertação de um novo grupo de presos palestinos antes da conferência de paz de Annapolis (EUA), prevista para o fim deste mês. Esta nova libertação de prisioneiros palestinos já foi analisada há várias semanas quando foram postos em liberdade 120 palestinos como gesto de boa vontade e para reforçar o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas. Fontes do governo citadas pela rádio pública israelense disseram que a quantidade e identidade dos presos ainda não foi decidida, e que o primeiro-ministro abordará nesta segunda-feira, 12, o assunto com o titular de Justiça, Daniel Friedman. Espera-se que após adotar uma decisão sobre o assunto, Olmert apresente sua nova proposta de libertação de palestinos aos membros de seu gabinete, que se reúne semanalmente aos domingos, para obter sua aprovação. Segundo a emissora, outras fontes políticas israelenses falam da libertação de 150 presos palestinos, enquanto o diário Ha'aretz afirma nesta segunda que Israel deve libertar até 400 prisioneiros presos no país. O jornal de Tel Aviv acrescenta que este último número, que não inclui presos condenados por crimes de sangue, é muito menor que o pretendido por Abbas, que era de dois mil. Aponta que a libertação de presos palestinos será a única e última medida do Executivo israelense como gesto de boa vontade em relação à ANP, às vésperas da conferência de Annapolis.

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