Israel fecha acesso de pessoas e produtos a Gaza

Israel reforçou na sexta-feira oisolamento da Faixa de Gaza, impedindo até a entrada da ajudahumanitária enviada pela ONU, em resposta aos mais de 110foguetes lançados contra seu território nos últimos três dias,segundo autoridades. Pelo menos um militante foi morto na manhã de sexta-feirapor um míssil de Israel na Faixa de Gaza. Em Nablus(Cisjordânia), tropas israelenses mataram um militante ligadoao movimento laico Fatah, do presidente Mahmoud Abbas. A escalada da violência levou o governo de Abbas, que temapoio do Ocidente, a alertar para ameaças ao recém-retomadoprocesso de paz, tema da visita do presidente dos EstadosUnidos, George W. Bush, na semana passada à região. A Agência de Socorro e Obras da ONU (UNRWA, que fornecealimentos a refugiados palestinos) disse que não conseguiuentregar mantimentos na Faixa de Gaza na manhã de sexta-feira,como é habitual. "Gaza está completamente fechada. Isso só vai agravar umasituação já muito dura", disse Christopher Gunness, porta-vozda agência. Em junho, quando o grupo islâmico Hamas expulsou as forçasda Fatah de Gaza e assumiu o controle do território, Israel jáhavia imposto fortes restrições à entrada de produtosnão-humanitários ali. Com a nova decisão do ministério israelense da Defesa, asfronteiras de Gaza com Israel foram fechadas a todos osprodutos, exceto em "casos humanitários" excepcionais, queprecisam de autorização prévia do ministro Ehud Barak, segundoassessores dele. "É inconcebível que estejamos abrindo as passagens aospalestinos e colocando em risco a vida da nossa gente. Este éum sinal para o Hamas de que ele precisa ponderar se quisercontinuar com esta situação", afirmou um porta-voz. "Se falta leite em Gaza, devem pedir ao ministro que aproveum carregamento de leite, e vai entrar. O significado disso nãoé fazer a população de Gaza passar fome", acrescentou. Na quinta-feira, o primeiro-ministro de Israel, EhudOlmert, havia prometido uma "guerra" contra os militantes. (Com reportagem adicional Nidal al-Mughrabi em Gaza e AvidaLandau em Jerusalém)

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