Israel insiste em plano para construir mais 6.000 casas para colonos

Autoridades israelenses disseram que pretendem levar adiante nesta semana os planos para a construção de 6.000 novas moradias para colonos em terras reivindicadas pelos palestinos, apesar das críticas de governos ocidentais que veem nessas obras um novo empecilho à paz na região.

DAN WILLIAMS, Reuters

18 de dezembro de 2012 | 20h05

Irritado com o reconhecimento implícito da soberania palestina pela Assembleia Geral da ONU, em uma votação realizada no mês passado, Israel anunciou que irá ampliar seus assentamentos na Cisjordânia ocupada e em Jerusalém Oriental.

Um comitê de planejamento do Ministério do Interior deu na segunda-feira sua aprovação preliminar para a construção de 1.500 novas casas no assentamento de Ramat Shlomo.

A comissão iniciará agora as discussões sobre outras 4.400 casas a serem construídas em outros dois assentamentos, Givat Hamatos e Gilo, num processo que pode se estender até a semana que vem, segundo um porta-voz ministerial.

Israel inclui os três assentamentos como parte do município de Jerusalém, embora eles estivessem em terras da Cisjordânia capturadas por Israel na guerra de 1967.

Os palestinos veem os assentamentos como obstáculos na busca por um Estado viável, que tenha capital em Jerusalém Oriental.

"A atividade colonizadora é unilateral e completamente adversa para a viabilidade continuada de uma solução com dois Estados , e para a possibilidade de que nosso povo continue a existir", disse na segunda-feira à Reuters o primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad.

A maioria dos países considera os assentamentos ilegais, e potências ocidentais ficaram especialmente incomodadas pela intenção de Israel de construir na E-1, uma faixa de terra entre Jerusalém Oriental e a Cisjordânia, onde antes as obras eram evitadas por causa da pressão dos EUA.

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