Israel interrompe fornecimento de combustível à Gaza

Corte é realizado um dia depois de militantes palestinos invadirem o país e matarem dois israelenses

Agência Estado e Associated Press,

10 de abril de 2008 | 11h55

Israel interrompeu nesta quinta-feira, 10, o fornecimento de combustível à Faixa de Gaza. O corte ocorre um dia depois de quatro rebeldes palestinos terem entrado em um depósito e matado dois israelenses. Pelo menos oito palestinos morreram, inclusive três civis, nas retaliações militares promovidas por Israel em resposta ao ataque. O alvo da ação rebelde foi um galpão de distribuição de combustível na fronteira de Gaza com Israel. O episódio tem potencial para deflagrar uma nova onda de violência em Gaza depois de um mês de relativa calma e coloca em risco os conturbados esforços de paz entre Israel e a Autoridade Nacional Palestina (ANP). Na tarde desta quinta, centenas de palestinos foram às principais ruas da Cidade de Gaza, a maior cidade do território litorâneo cercado por Israel, para protestar contra o bloqueio físico e econômico que piorou a já difícil vida dos cidadãos comuns de Gaza. "Salvem Gaza. Levantem o cerco imposto a Gaza", dizia uma faixa. Uma manifestação maior contra o bloqueio foi convocada para sexta-feira. Três facções palestinas menores reivindicaram a autoria do ataque contra o depósito de combustível de Nahal Oz na quarta-feira, mas o governo israelense disse considerar o Hamas, que governa o território, responsável.  No início de março, uma ofensiva israelense contra Gaza provocou a morte de pelo menos 120 palestinos, civis em sua maioria. Nesta quinta, o vice-ministro da Defesa de Israel, Matan Vilnai, sugeriu que novas represálias ainda estão por vir. Israel, que controla o espaço aéreo e o litoral de Gaza, fechou as fronteiras terrestres do território em junho do ano passado, quando o Hamas assumiu o controle total da região. Um embargo econômico também restringiu o fluxo de eletricidade, combustível e bens de primeira necessidade. Na terça-feira, o Hamas ameaçou derrubar as fronteiras com Israel e com o Egito para amenizar a situação.

Tudo o que sabemos sobre:
GazaIsrael

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.