Israel invade Gaza e mata professor e seis militantes palestinos

Militares israelenses negam que tenham lançado míssil contra escola na zona rural nesta quinta-feira

Agência Estado e Associated Press,

07 de fevereiro de 2008 | 09h25

Forças terrestres israelenses apoiadas por aviões de combate invadiram nesta quinta-feira, 7, o norte da Faixa de Gaza, provocando confrontos com militantes palestinos que deixaram um professor e seis combatentes mortos, numa nova escalada da violência na região. O professor de 38 anos morreu e dois funcionários ficaram feridos quando um míssil terra-terra israelense atingiu uma escola agrícola na cidade de Beit Hanoun, segundo palestinos. Os militares israelenses disseram ter aberto fogo contra um grupo de palestinos que lançavam foguetes caseiros contra o Estado judeu. "Definitivamente, não disparamos contra a escola", garantiu uma porta-voz militar, que exigiu anonimato. Os confrontos irromperam no começo da manhã depois que tanques e tratores israelenses romperam cercas fronteiriças e entraram centenas de metros no norte de Gaza. Militantes do grupo fundamentalista islâmico Hamas, que controla a região, e tropas israelenses se enfrentaram, com aviões de Israel bombardeando os palestinos. Cinco homens do Hamas foram mortos, três por mísseis e dois na troca de tiros, disse Abu Obeida, um porta-voz da ala militar do Hamas. A facção Jihad Islâmica anunciou que um de seus militantes também foi morto. Não houve notícias de mortos ou feridos entre os israelenses. Os militares de Israel afirmaram que sete foguetes foram disparados na manhã desta quinta contra o sul do Estado judeu, um deles caindo no quintal de uma casa na cidade de Sderot, ferindo levemente uma pessoa. O Hamas divulgou ter disparado 40 foguetes e 60 granadas de morteiro contra o sul de Israel desde um ataque aéreo israelense contra um posto policial operado pelo grupo islâmico na tarde de terça-feira que matou sete policiais. A incursão israelense, concluída horas depois, foi a mais recente escalada na violência entre Israel e o Hamas. Na quarta, um foguete disparado por militantes do Hamas atingiu uma vila israelense a cerca de 6 km da fronteira, ferindo levemente duas irmãs, uma de 12 anos e a outra de 2. Ao cair da noite, um avião de combate israelense bombardeou uma metalúrgica no centro de Gaza. Ninguém ficou ferido. A violência tem sabotado planos do presidente dos EUA, George W. Bush, de conseguir um acordo de paz entre as partes e o estabelecimento de um Estado palestino até o fim do ano. Uma autoridade de Hamas, Sami Abu Zuhri, defendeu os ataques. "Não temos escolha, não existe opção para nosso povo, temos de resistir à ocupação e nos defender de todas as formas possíveis" comentou. Israel, por seu lado, mantém uma pressão econômica sobre Gaza, tendo bloqueado completamente a faixa litorânea, impedindo a entrada até de alimentos, remédios, combustíveis e, com o aval dado pela Suprema Corte, reduzindo a partir desta quinta o suprimento de energia elétrica. "Temos de entender que existe uma guerra no sul", disse o vice-premiê Haim Ramon à Rádio de Israel. "A guerra contra o Hamas tem de ser lutada em todas as frentes". Em Gaza, o parlamento dominado pelo Hamas cancelou a sessão de quarta, temendo ataques israelenses.

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